sábado, 8 de março de 2008

Season 4 - Analises Jates...

Comentários S04E06

The Other Woman

Ok, primeiramente gostaria de colocar que após o episodio do Desmond, vai ser difícil outro para superá-lo ou igualá-lo (imagino que somente um do nosso Doc)

Achei o episodio morno, conhecemos mais um pouco sobre Juliet e sua “vidinha” na ilha.

O que vale a pena destacar desse episodio cabe muito mais a mitologia da serie como um todo do que a própria personagem central.

1) Como Ben consegue se comunicar com Juliet através do mostro da fumaça? E ainda usando uma pessoa conhecida dela?

2) Será que Ben julga Juliet tão inocente ou burra assim? Ele realmente pensa que ela fechara os olhos e seguira a risca todas as suas ordens?

3) Locke continua perdido e vendido. A manipulação de Bem sobre ele e fantástica. E claro que ter a confirmação de que Charles Widmore esta envolvido com a suposta Dharma foi muito bom apesar do motivo dado por Bem ser questionável.

Descobrimos que Juliet realmente gosta de ser a Outra – pelo menos no sentido mais conhecido da palavra.

Que vacilo, Kate!
Ela estava fazendo tudo certinho quando interrogava Daniel e Charlotte ate desconfiando deles mas ai se abaixou sem proteção... poxa, Kate você não desconfiou que fosse ser atingida?

Alguém também desconfiou que a Juliet tava tentando dar um desguia no Jack?
Afinal para quem conhece tão bem a ilha, deram muitas voltas ate tomar o caminho correto. Por mais que ela tivesse pedido a ajuda dele porque então na primeira oportunidade que teve o deixou para trás?

Agora sobre Jate:

Claro que eu já sabia que Jack e Juliet iam achar a Kate no meio do caminho.
E que cena linda!!! Jack todo preocupado com ela... e a cara da Juliet “Putz! Estou sobrando...”

Tivemos também uma pequena DR entre o doutor e Kate – by the way, pela resposta da Kate será que o Jack não percebeu que o “namorado” e pagina virada?

Só pra constar, Kate encontrou o caminho certo rapidinho... sabe Jack, você precisa mais dela do que imagina.


Jacket :

Alguém me explica porque o Jack não quis acompanhar a Kate para a estação Tempest?
Foi uma preocupação meio forçada ali...como toda a cena...

Por favor, não me odeiem!!! Mas não tenho raiva da Juliet... quem pode culpá-la de gostar de um cara como Jack? O fato dela alertá-lo sobre a possibilidade de estar com a vida dele em risco foi uma prova disso.
Alias, Ben de psycho-boyfriend ???!!!

Quem disser que aquele protótipo de beijo e apaixonado...seriously???!!! Tomem gardenal porque a loucura deve estar em estagio avançado.

E claro que não odeio a Juliet, somente não gosto dela com o Jack!

Sobre o Doc : ele esta tentando seguir em frente. Na cabeça dele, Kate não o ama, ainda acredita que Sawyer e namorado dela e poxa! Ele também merece extravasar. 100 dias no seco e complicado... Jack, Jack quando você vai cair na real?

Mais importante nisso tudo e o fato da suposta “relação” com Juliet ser bem parecida com a de Sarah. Em ambas, Jack esta tentando proteger ou consertar algo. Não e amor verdadeiro.

O foco para Jate nesse momento resume-se a escolhas:

Ou Kate desembucha logo que Sawyer foi um erro e que ela ama o Jack,

Ou será vitima de cenas de ciúmes rasgados nessa nova tentativa de Jacket, o que na minha opinião seria bem mais interessante, afinal todas sabemos dos sentimentos de Kate pelo doutor e provar um pouquinho do próprio veneno ajuda a clarear as idéias.

Enfim, episodio fraco e sem grandes surpresas. Ou vocês irão perder o sono por Jacket? Huahuahua....
Esperemos o 407 e que ele nos traga boas expectativas.

JIF! =)

quarta-feira, 5 de março de 2008

INCANCELLABILE - Cap. 7 Parte 1




Mais um cap... cenas angst on the way... =) Have Fun!!!



Trilha sugerida:

Como nao encontrei o .mp3 vai o video mesmo... Gianluca Grignani


http://www.youtube.com/watch?v=EoXWcRXTWxE


Uma semana depois...



Jack fazia um alongamento na praia de malibu onde costumava correr algumas vezes no mês quando se sentia estressado. E para ele o dia de ontem havia sido muito ruim. Odiava perder um paciente.Tudo bem que ele sabia das chances mínimas da cirurgia mas a sensação era horrível para ele. Terminado o alongamento, começou a correr.


Era a ultima semana de Kate no jornal. Ela sabia que fizera a escolha certa mas era sempre difícil deixar um lugar onde ela sempre fora querida e crescera profissionalmente. Sabia do que precisava. A sua terapia favorita.

Ao chegar ao calçadão, ela sorria. O cheiro do mar a deixava relaxada. Tirou os sapatos louca para sentir a areia nos seus pés. Ela caminhou uma longa extensão da praia ate decidir parar e fincar os pés na areia esperando as pequenas ondas. Fechou os olhos, amava a sensação das ondas fazendo a areia roçar nos seus pés e o cheiro de iodo era como um anestésico. Sentia-se tão viva! Era como se nada mais no mundo existisse e exatamente durante esse seu momento único de intimidade ela era capaz de visualizar alguns fragmentos marcantes da sua vida: Tom, seu pai, o dia do seu casamento, seu sucesso e Jack...



Aquele rosto másculo e aqueles olhos penetrantes faziam seu coração bater mais forte. Inspirava e expirava o ar marinho. Quando finalmente abriu os olhos, ela viu que a praia estava deserta a exceção de algumas pessoas dispersas. Um homem alto e de corpo sarado caminhando ao longe chamou sua atenção. Ficou observando e quando ele parou para observar o mar, ela gelou.

Um arrepio percorreu o corpo. Reconheceria aquela tatuagem em qualquer lugar.
Era ele.


O coração começou a bater descompassado, tinha vontade de correr ate ele e matar a saudade de tantas noites relembrando aqueles momentos de loucura e prazer.


"Não, não posso!" Pensou. "Sou casada, oh deus ele voltou a andar, preciso sair daqui."


Essa era a necessidade mas não a vontade de Kate. Alem de não se mover, os olhos não conseguiam olhar para mais nada que não fosse ele. Os belos olhos encobertos por óculos escuros e o peitoral exposto dava a Kate a oportunidade de desfrutar e analisar cada milímetro do corpo a sua frente. Só de vê-lo mil sensações acordaram no seu corpo e ela sentiu um desejo incontrolável de cair na água. Retirou a blusa e o short que vestia expondo o corpo num biquíni preto. Pulou na água.


Jack tirou os óculos escuros e deixou junto com a sua camiseta sobre a areia. Rumou para o mar. A água estava gelada, abril não era um mês de clima quente mesmo na Califórnia. Porem para relaxar os músculos cansados de uma corrida não havia nada melhor. E mergulhou novamente.

Apesar do calor sentido antes de entrar no mar, Kate agora experimentava a sensação de frio. Seus lábios tremiam mas ela recusava-se a sair da água se ainda pudesse ver Jack na praia. Era loucura sabia, assim como também sabia que o desejo era mais forte que a razão. Angustiada pelo frio, ela passou a buscar na praia sinais de que ele havia ido embora, seus olhos procuravam por eles em movimentos rápidos e frenéticos.

“Para onde ele foi?” perguntava a si mesmo apontando no rosto sinais de decepção.

Estava tão absorta na procura que se descuidou e foi atingida por uma onda enorme que a fez ser levada em direção da praia sem conseguir se recompor ou colocar-se em pe. Tentava manter a cabeça firme fora d’água mas acabava por engolir outra quantidade abundante de água abatida por uma nova onda. De repente, sentiu alguém a levantar e puxá-la para uma área mais rasa. Pode sentir os pés fincando na areia. Ainda assustada, ouviu alguém falar com ela.

- Você esta bem?


Ela estava de costas para a pessoa e ainda a segurava pela cintura. Tossiu e só então voltou à atenção para o seu salvador.


- Você... – sim, era ele! Os dedos instintivamente tocaram a tatuagem no braço musculoso. - Kate? Tudo bem? Nossa!

- Esta tudo bem agora, obrigada. "O sorriso..."

- Eu ....nem sei o que dizer....e muito bom ver você.
- Eu que o diga...você me salvou de um vexame e vários arranhões.

Jack olhava fixamente para ela, quando pensara em encontrar a mulher de seus sonhos de novo e na praia.
- Você continua linda....eu, eu queria pedir desculpas....eu não devia....

Kate colocou o indicador sobre os lábios dele... – Shhhiiii

- Não precisa....


Ele sentiu a mão dela no peito e o desejo falou mais alto. Puxou-a para si e tomou aqueles lábios nos seus. Ela não resistiu, ansiava por isso. Ele aprofundou o beijo e colocou as pernas dela envolta na cintura. As mãos dela percorriam os ombros e o peito másculo enquanto ele acariciava a nuca e os cabelos encaracolados. Jack quebrou o beijo e concentrou-se em distribuir pequenos beijinhos que iam da nuca ate o colo de Kate chegando ao meio de seus seios. Ela gemia. Queria parar, sabia que era errado mas o cheiro daquele homem era inebriante, o mesmo perfume amadeirado misturado ao suor e ao sal do mar. Estava entrando em território perigoso e se não tomasse uma atitude logo não teria volta.


- Jack... não podemos...por...favor....


As palavras saiam entre gemidos que para Jack serviam apenas como estimulante para continuar. Kate sentia o toque dos dedos carinhosos pela pele. Ele percebeu que ela tremia então apertou-a contra si e abraçou unindo seus corpos na ânsia de proporcionar calor a Kate.
- Você esta tremendo...

Ele se preocupou em voltar à praia com ela a fim de aquecê-la. Ela aproveitou a preocupação dele para colocar um fim naquilo. Ele acariciava o rosto dela sorrindo. Jack estava feliz por reencontrá-la.

- Eu preciso ir.

- Não, por favor, nada de jogos nem flerte...já fiquei muito tempo sem sentir você.

- Jack, por favor, você não entende...oh, céus...

- Não há nada pra entender, você sabe o quanto queria te encontrar? Isso e um presente.

- Não, eu não posso....


Kate começou a se distanciar dele, estava visivelmente nervosa. Ele foi mais rápido e segurou o braço dela.

- Não fuja...sei que você quer isso tanto quanto eu.

- Mas não posso...por favor Jack...- uma lagrima corria o belo rosto – e complicado...

- Nada e complicado,Kate quando realmente se quer.

- Jack, me entenda eu não posso mas quero que saiba que você sempre estará nos meus pensamentos e aqui...ela apontou o coração e começou a correr distanciando-se dele.


Ao longe ainda pode ouvir ele chamar seu nome varias vezes. Ela pedia a deus para ter forcas enquanto as lagrimas molhavam seu rosto. Pegou o carro e saiu dirigindo sem rumo, sem idéias, sem pensar.


Jack ainda correu tentando alcançá-la mas chegara tarde demais. Ele não conseguia acreditar na oportunidade que tivera e como a deixou escapar pelos dedos.


Kate ainda chorara muito pelo modo que havia abandonado Jack naquela praia. Uma dor imensa parecia cortar seu coração aos pedaços e pela primeira vez ela desejou ter tomado outras decisões na sua vida. Se pudesse voltar ao passado, teria feito escolhas diferentes.



À noite


Jack não conseguia entender o porquê do comportamento de Kate. Na escuridão do seu apartamento com um copo de whisky na mão, ele procurava por respostas.


"O que era tão complicado? Porque ela fugira? Seria vingança pelo modo como ele a deixou?"

Ele não teve escolha naquela noite, queria explicar... Sentia-se desolado. Sozinho e cético quando pensava em amor e felicidade. Foram duas decepções seguidas : Juliet que decidiu por deixá-lo e Kate que fugira sem maiores explicações.

Estava quase convencido que ele estava fadado à solidão, não nascera para compartilhar uma vida a dois. Ele voltou a olhar para o copo vazio. Era o quarto da noite. Lembrou do seu pai e o que isso significava. Não iria afogar suas magoas e desilusões num copo de álcool.


Sabia que precisava virar essa pagina, ouvir os conselhos do seu amigo Desmond, seguir em frente, mas antes faria mais uma tentativa.

Levantou-se do sofá, foi ate o telefone e pegou a lista. Estava disposto a procurar por Kate.



CONTINUA...

INCANCELLABILE - Cap. 7 Parte 2


Julho de 2004




Kate estava felicíssima com seu novo emprego. Apesar de ainda não estar trabalhando como ancora, ela estava bastante atarefada. Alem dos treinamentos oferecidos pela rede, ela estava em constante pesquisa de matérias e crônicas que escrevia para serem divulgadas no horário nobre do canal. Seus atuais chefes gostavam muito do seu trabalho e ela mesma já adquirira vários conhecimentos sobre os bastidores de um jornal televisivo que e bem diferente do jornal impresso. Essa manha teriam uma ultima reunião para alinhar as pautas a serem cobertas na edição do sábado onde Kate fizera uma crônica muito bem redigida sobre um assunto polemico envolvendo economia e política americana. Estava ansiosa pra saber a reação dos editores-chefes e se o texto sagaz seria aprovado para ser vinculado em rede nacional.



Ao entrar na sala, Kate estava nervosa mas tentou disfarçar ao maximo. Após algumas discussões preliminares finalmente chegaram ao assunto da crônica. Todos haviam recebido o texto previamente para analisarem e ganharem tempo.
Judy, a editora-chefa foi a primeira a comentar:



- Kate, seu texto esta fabuloso! Você conseguiu passar toda a idéia e a frustração do assunto de maneira sutil e eficaz.
- Concordo! Absolutamente bem redigido e nem precisamos fazer ajustes. Esta pronto para ser usado no jornal. Falou Justin empolgado.



John que observava a reunião e apenas tecia pequenos comentários esporádicos, virou-se para Judy e perguntou:



- Judy, você não acha que a mensagem do texto seria mais facilmente recebida se for passada por quem a escreveu?
- Sim, John mas qual a sua idéia?
- Kate, acredito que chegou o dia do seu teste televisivo. Você ira ao ar amanha fazendo sua própria crônica.



Kate não podia acreditar no que ouvia, era bom demais! O desafio a deixava receosa mas totalmente disposta a tentar. John continuou:



- Faremos o seguinte: você ira ter sua primeira aparição e damos mais algumas pontas para você no noticiário da semana que vem. Checamos a reação dos telespectadores e começamos o trabalho de divulgação da nova cara do jornal noturno da ABC.
- Nossa, obrigada John.
- Não me agradeça. Você terá muito trabalho pela frente e por favor faca com que a audiência te adore...acho que não será uma tarefa difícil...e piscou pra ela.
- Pode deixar!
- Judy e com vocês agora. E deixou a sala.
- Kate, você ouviu o homem não temos tempo a perder. Vamos, vou levar você ao studio para passarmos o texto e marcar a gravação.
As duas deixaram a sala e seguiram discutindo boas idéias para a apresentação.



************



Durante os meses que se passaram, Jack empenhou-se na sua saga em buscar da sua doce Kate. Como ele mesmo sabia desde o momento que começara a caçada, não era fácil procurar alguém apenas com um nome em Los Angeles. Era como procurar uma agulha no palheiro. O numero de Kates existentes na cidade era monstruoso, mesmo excluindo as faixas etárias não aplicáveis, estava diante de milhares de pessoas.
Percebeu então que permanecer nessa loucura não o levaria a lugar algum, talvez devesse ouvir Desmond mesmo que seu coração o dissesse o contrario.



O final do mês de julho passara voando e Jack estava se organizando para fazer uma longa viagem a Europa. Estava terminando de fazer sua reserva de hotel na internet quando viu uma caixinha do MSN piscando – Juliet.

Juliet - Oiiiiiii
Jack - Oi, Jules! Tudo bem?
Juliet - Tudo ótimo. Tenho novidades. Posso ligar pra você agora?
Jack - Claro!

O celular vibrou sobre a mesa.



- Grandes novidades, hein?
- Ai, Jack estou tão feliz. Fui escolhida para liderar um estudo de tecnologia de ponta no estudo de genes. Um passo importantíssimo na genética pra descobrir mistérios de doenças fatais nos dias de hoje.
- Parabéns! Fico feliz por você.
- Mas essa não e a melhor novidade.
- Ainda tem mais?
- Sim, ai Jack estou apaixonada!
- Mesmo? Wow.

Jack ficou um pouco surpreso com a informação. Conhecia Juliet muito bem para saber como ela era reservada nesses assuntos.

- O nome dele e Ethan. Ele e medico pesquisador e muito bonito. Inteligente, meigo. Nossa, não sei o que dizer. Tudo nele e maravilhoso.
- Estou vendo que agora e pra valer. Ele te pegou de jeito.
- Pode-se dizer que sim. E você?
- Nada de novo nesse campo – Mentira, o problema era que não se sentia a vontade para falar sobre Kate com Juliet. – Mas estou indo para a Alemanha a trabalho, devo passar uns dois meses lá.
- Europa! Que maravilha. Quando ira?
- Depois de amanha.
- Aposto que quando voltar terá muitas novidades para contar.


E Juliet acabou dominando a conversa deixando Jack de certa forma incomodado com toda a sua felicidade. Isso apenas o lembrava o quanto ele deixara a vida de lado, novamente.



CONTINUA...

domingo, 2 de março de 2008

Matt e Vantage Point...

Entrevista de Matt em Moscou... (Mevie?!)

Well...

muito interessante a entrevista do Foxy na Rússia. Foi editada para escutarmos apenas a parte em que ele fala de Evie. Não irei traduzir totalmente mas o conceito geral esta ai... apenas o principal! =)


A 1a pergunta foi: como ele foi escolhido para o elenco de LOST.

Matt fala que J.J. e Damon o contactaram para que ele lesse o script que era muito secreto.

Ele leu uns fragmentos de cenas e não entendeu ainda, era muito bem escrito mas ele ainda não sabia o q esperar.Depois que ele leu, J.J. falou para ele:
"Eu acho que você e Jack Shepard."

Eu falei ótimo apesar de não saber quem Jack Shepard era.

E...então ele entregou outro script a ele. Enquanto lia, JJ saia e entrava na sala a cada 20 min perguntando o que ele achou.

Ele não tinha terminado ainda mas definitivamente foi o melhor script televisivo de um piloto que ele lia a um bom tempo. Quando terminou sentiu os pelos da nuca se arrepiarem e soube que tinha tudo para ser um hit. E claro que não imaginava que ia atingir esse sucesso no mundo inteiro e ficou feliz pois o show merece e uma historia e tanto.

2a pergunta: os fas querem saber sobre o relacionamento de Jack e Kate e como e o seu relacionamento pessoal com a atriz Evangeline Lilly.

“Reparem na apreensão e ao mesmo tempo no sorriso”. Sooo cute o modo como ele fala:

She's wonderful!!!She's a wonderful girl! (Ela e maravilhosa! Ela e uma garota maravilhosa!).

Ela tem tido..eu acho que e uma experiência interessante para ela, ela nunca atuou antes. Eu já estou nesse negocio há 17 anos e tive claro vários níveis diferentes de sucessos e me adaptei,o fato dela começar sem nunca ter experiência ou feito algum trabalho nesse ramo e ser confiada a essa situação, no seu 1o trabalho eu só posso imaginar os desafios que ela tem tido, algumas vezes tem tempos difíceis mas acredito que ela esta se saindo muito bem.

Nos nos damos muito,muito bem. Eu adoro trabalhar com ela, adoro o relacionamento,ótimos desafios, o vai-e-vem há uma dinâmica interessante entre essas duas personagens.nos gostamos das oportunidades que temos durante o show para levar essa relação a sua conclusão natural qualquer que seja ele. Então e bom!

"O sorriso!"

3a pergunta: você tem medo de voar?

não! eu sou piloto. Eu sempre sou perguntado sobre isso mas, sempre adorei voar.E seguro.



Reparem que ele esta sem aliança...não sabemos o porque. E como ele esta lindo todo de preto...wow!!!
Tai o vídeo!

sábado, 1 de março de 2008

Season 4 - Analises Jates...



Comentários S04E05



The Constant



Ok, esse episodio não poderia ter sido melhor. Comentá-lo aqui e ponto de honra.

A cada novo episodio, LOST me surpreende mais e prova porque a serie tem o titulo de melhor serie dos últimos tempos (pelo menos para mim).

Fui assistir a esse episodio sabendo apenas 2 coisas : seu nome e a personagem central. Havia comentado durante a jatilha que tinha uma suspeita de que Des iria ser mostrado em FB e FF, passado e futuro mesclados, sendo ele, Desmond, a constante através do tempo.

Bem, eu acertei! A idéia central foi exatamente essa e minhas suspeitas da teoria da viagem no tempo de LOST começam a fazer sentido.
Desconfiei, logo após a primeira aparição de Desmond que a ilha onde o vôo Oceanic 815 caiu poderia ser afetada por uma lapso de tempo.


Ao final do 2ª temporada, tinha uma idéia formada : existe uma brecha espaço-tempo parecida com a situação do triangulo das bermudas.

Após assistir esse episodio posso dizer que já começo a melhorar minhas suspeitas. Não só a ilha parece estar em um universo paralelo de tempo e espaço como ela apesar de tudo mantém um link com o mundo real.

Todo o tempo entre a ilha de LOST e o mundo, seja ele representado por Los Angeles, Oxford ou Sidney esta interligado com variações distintas, a contagem dos minutos para aqueles que viajam por esse tempo torna-se bem diferente.
Reparem quando Desmond desmaia na sala de Daniel. Para Des foram 5 minutos, Daniel menciona 75 minutos. Essa e a segunda amostra de diferença em tempo.

Esta claro também pelas experiências de Daniel que para tornar-se um viajante do tempo, mantem-se a condição principal proposta pela ciencia mais precisamente, a física : “Dois corpos não podem sob hipótese alguma ocupar ao mesmo tempo o mesmo lugar, no espaço.”



Daí a afirmação de que apenas a consciência, a mente e capaz de deslocar-se através do tempo.
Outro ponto importante apenas pessoas exposta a altos níveis de radiação eletromagnética podem desenvolver essa habilidade.
A explosão da escotilha certamente tornou o nosso brotha uma dessas pessoas.

Por ultimo : a constante.

A explicação de Daniel para a morte de Eloise foi sensacional pois enquanto ele falava minha mente estava a mil recitando “Penny e a constante de Desmond.” Bingo!

As cenas de idas e vindas de Desmond foram absolutamente fantásticas! E o que dizer da cena final? E impossível não se emocionar!

Fato e , Desmond e um dos meus favoritos em LOST e desde sua primeira participação sabia que ele teria um papel chave nesse mistério. Através dele, podemos divagar em teorias que conectarão os demais Losties.

Fatos interessantes:

- O Black Rock perdeu-se no pacifico; tinha como navegador um Hanso e mais importante Sr. Wildmore foi capaz de pagar 380 mil libras por um diário de bordo? Por quê?



- Onde realmente encontra-se a ilha de LOST?




A ultima parada do cargueiro foi Fiji...sera que podemos concluir algo?

- Estamos em 2004 mais precisamente 24 de dezembro...véspera de natal!

- O código de ajuste para Daniel são dois “bad numbers” unidos 2342, weird uhm? Adicione então a freqüência de 11 Hz...a soma e igual a 4 ...outro bad number!

- Segundo Daniel não se pode mudar o futuro, apenas pode haver efeitos colaterais.

- Desmond e a constante de Daniel.

- O significado da constante : enquanto o viajante mantiver contato com algo ou alguém muito importante – um elo de ligação entre passado e futuro, ele esta a salvo!


Todos precisam de uma constante.

Para finalizar, se vocês acham que não nenhum sinal de Jate nesse episodio prestem atenção :


Quando Desmond liga para a Penny no final, ela diz que não desistira de procurá-lo e mantem-se a constante dele. Uma boa chance de resgate e volta à ilha pode depender dela, certo?

Você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com Jate? TUDO!

Jack e Kate deixarão a ilha de LOST entre 2004/2005 e voltarão a encontrar-se em 2007 (como vimos no Eggtown).



Segundo o FF de “Through the looking glass”, Jack quer voltar para a ilha e Kate recusa-se. Para fazer isso, Jack provavelmente terá que viajar no tempo portanto, independente do que aconteça dali para a frente, eles precisam dessa ligação.

Enquanto Kate permanecer na vida de Jack, seja em 2004 ou 2007, tudo estará bem.

Kate e a constante de Jack da mesma forma que Penny e a de Desmond !!!

JATE IS FATE !!!

PS : Confesso que irei ler meus livros de Hawking novamente.... minha mente fervilha por respostas...


Resta saber se as leis da física realmente se aplicarão as teorias de LOST... =)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

INCANCELLABILE - Cap. 6 Parte 1

Fevereiro de 2004
Dia dos namorados



Kate corria de um lado para o outro. Tinha combinado encontrar-se com James seu marido no Nobu, um restaurante japonês famoso em L.A. para celebrar o dia dos namorados só que como sempre o trabalho no jornal atrasara e ela como editora-chefa não podia largar tudo pro alto e ir se divertir. Ossos do oficio, pensara. Triste, discou o numero de James.

- Hey, Freckles.
- Oi, você ainda esta no trabalho?
- Sim estou meio enrolado aqui. Acabei de receber uma informação quente e preciso fazer umas ligações para o Japão antes que a bolsa de Tóquio abra. Acho que nosso jantar dançou...
- E, eu também estou enrolada. Poxa amor, queria tanto ficar com você hoje, me desculpe.
- não eu que peco desculpas nem sei que horas vou chegar em casa. Não me espere.
- Ta, tudo bem...eu entendo, te amo.
- Beijo, te amo.
Kate desligou o celular e ficou olhando para o nada. Nesses dois anos e meio que estava casada com James vivia bem, tinham uma bela casa, ótimos empregos e uma relação estável. Se apaixonara pelo jeito moleque dele porem o sentimento já não parecia tão forte. Sim, ela o amava mas já não sabia dizer se ele sentia o mesmo. Esse jantar seria um modo de esquentar as coisas que será adiado mais uma vez.

De repente, na sua mente a fisionomia de um homem a fez tremer. Fazia quatro anos mas a lembrança sempre esteve viva para ela como se fosse ontem. Mesmo casada, Jack ainda pairava na sua memória e pensar nele sempre a fazia sentir-se melhor. Nunca mais o vira, às vezes chegara a pensar ter sido tudo um sonho, uma ilusão. Sabia que era real, o bilhete que carregava consigo sempre era a prova maior disso.
Assim que desligou o celular, James discou um novo numero. Uma voz feminina atendeu do outro lado.

- Alo?
- Oi! Ta pronta para comemorar o dia dos namorados comigo baby?
- Mesmo? Se livrou da Magrela?
- Totalmente, a coitada pensa que vou trabalhar ate tarde....sorriu malicioso – de certa forma vou “trabalhar” muito. Passo ai em 15 minutos. Beijo. E desligou.

Apanhou o paletó na cadeira, tirou o telefone do gancho e abriu a gaveta tirando dela uma pequena caixinha de presente. Em todos esses anos trabalhando em bancos, James tornou-se especialista em bolsas de valores e investimentos, tudo contribuiu para a realização de seu plano idealizado há dois anos com sua parceira e amante. Estava muito próximo de conseguir concretizar o maior golpe da sua vida e por fim deixar essa de fingir ser um típico homem americano.

Meia hora depois estacionava o seu carro em uma casa típica americana. Abriu a porta. Nada.


- Cassidy!
- Aqui em cima.

Ele subiu as escadas já tirando a gravata e desabotoando a camisa. Ao entrar no quarto encontrou ela deitada na cama trajando apenas uma micro camisola de renda preta.
- Happy Valentine’s day, honey!
Ele sorriu e jogou-se na cama ao lado dela e foi beijando-lhe a boca com avidez. Ela rapidamente se pos sobre o corpo dele acariciando o peito desnudo.
- Vamos começar a festa.
A noite ia ser longa com certeza.

*******************

Kate finalmente conseguira liquidar as pendências no jornal. Cansada e com fome, rumou direto para casa. Hoje definitivamente não seria um bom dia para comemorar nada.
Ao chegar em casa, Kate jogou suas coisas no escritório e foi direto para o chuveiro.
Já relaxada, preparou um sanduíche e uma xícara de café e foi para frente da tv. Às vezes apesar da vida agitada ela se sentia sozinha. Parece besteira afinal era casada, James era um bom marido, o sexo era bom como poderia reclamar da vida que tinha? No fundo ela sabia que faltava algo mais que ela mesma não conseguira ainda definir. Kate sabia que não eram filhos não os tinha por escolha própria. Mas então, o que seria? Não querendo mais divagar resolveu ir para o computador.

Do outro lado da cidade, Jack acabara de sair de uma cirurgia. Estava sentado a sua mesa mexendo no PC e mecanicamente seu mouse abriu o mesmo arquivo de todos os dias.

Uma foto de Kate dormindo.








Sim, ele a tirara com seu celular antes de deixá-la em Vegas e apesar de querer revê-la não teve coragem de colocar um detetive particular a sua procura afinal o que ele poderia conseguir com uma foto de uma mulher dormindo em baixa resolução e um nome apenas?

Era dia dos namorados e Jack não tinha um encontro. Não que faltassem convites mas pessoalmente ele não acreditava em encontros casuais ou mesmo às escuras nesse dia. Sempre soava como desespero. E ele não estava tão desesperado assim. Sentia-se sozinho. E ainda tinha Juliet na sua vida de certa forma, mesmo distante. Ouviu pequenas batidas na porta.

- Entre.
- Hey, brotha!
- Des, vc ainda por aqui?
- Ossos do oficio, a cirurgia durou mais do que esperava. Penny já ta uma fera. Vou me encontrar com ela em meia hora. E vc? O que faz um homem solteiro em pleno dia dos namorados num hospital?

Jack nada disse.
- Ah, corta essa deve ter muitas mulheres querendo sair com você.
- Tem razão mas eu não quero.
- Você precisa dar um jeito na sua vida...quando foi seu ultimo relacionamento de verdade?
- Ainda tenho um relacionamento Dês ...
- Ah, esqueci que e somente a July ninguém mais... isso e muito estranho...e cadê ela? Os olhares se encontram...
- Exato! só espero que um dia você não me diga que mudou de preferência sexual.
- Des, para de falar besteira...você sabe que mesmo com a Jules, saio de vez em quando e....

Desmond se aproximou do computador antes que Jack pudesse fechar a foto.

- Ah não, essa mulher misteriosa de novo? Pra mim ela não e real.
- Ela e muito real.
- Então cadê? Você nem a procurou....quer saber? Eu vivo te dando conselhos mas você não me ouve portanto vou parar de me preocupar. Só falta você agora querer também uma namorada virtual. Perai, você já tem!Esquece.... eu continuo torcendo pra você encontrar alguém legal brotha...espero sinceramente que encontre e rápido. Tenho que ir.
- Tchau, Des e obrigado.

Piscando pra Jack ele deixou a sala. Jack desligou o computador apanhou o paletó e saiu.

Já em casa, encontrou uma mensagem de Juliet. Retornou na hora.
- Oi!
- Hey, você... feliz dia dos namorados. Desculpa não poder estar ai.
- Tudo bem, Jules. Como você esta?
E assim passou a noite conversando com a medica de Miami.

**************

Kate já estava dormindo mas foi capaz de ouvir o barulho quando James entrou no quarto e foi direto para o banheiro. Disfarcadamente checou o relógio – 4 da manha.

"Nossa! Trabalhando ate agora?"

Ficou quieta. Ele cuidadosamente se deitou para não desperta-la. Kate fingiu estar dormindo mas pode sentir um cheiro diferente nele, um misto de bebida e perfume adocicado. Ficou intrigada mas acabou pegando no sono.

No dia seguinte ela já estava de pe as 7 da manha para trabalhar, ela o cutucou.
-Ei, amor você não vai trabalhar?
Ele resmungou que só ia mais tarde e virou pro lado ferrado de sono. Kate tomou uma xícara de café, pegou sua pasta e saiu pra trabalhar.


Duas semanas depois....

Kate estava no seu horário de almoço quando seu celular tocou:
- Oi, amor...
- Hey, quer almoçar comigo sweetheart?
- Oh, James desculpe mas tenho uma reunião agora para definir algumas pesquisas do jornal com a diretoria.
- Ah, tudo bem...fica para a próxima. Bjo.


O que Kate não podia ver era a cara de felicidade de James pois sabendo que ela estava ocupada podia encontrar-se para almoçar com Cassidy.

A reunião de Kate demorou menos do que ela imaginava e ficando livre resolveu almoçar num pequeno restaurante próximo ao jornal. Estava sentada calmamente quando foi interrompida por um senhor distinto.

- Boa tarde Srta. Austen. Kate olhou intrigada conhecia aquele rosto de algum lugar.
- Sou John Locke, diretor-executivo do canal ABC. Será que poderia me juntar a você nesse almoço ? Acredito ter uma proposta de negocio muito boa pra você. E estendeu o seu cartão a ela. Kate analisou o cartão e respondeu:

- Sente-se Mr. Locke.
- Por favor me chame de John.
O almoço foi fantástico e realmente Kate não podia imaginar que estaria brevemente subindo mais um degrau na sua carreira.

À noite

Jack estava cansado. Chegara em casa umas 3 da tarde após 15 horas de trabalho ininterrupto, duas cirurgias no mesmo dia alem de outros problemas de emergência no hospital. Após um bom banho, ele tirara um cochilo e estava prestes a decidir o que iria jantar quando a campainha soou. Ele achou estranho não terem interfonado. Ao abrir a porta entendeu o porque.

- Jules! O que faz aqui?
- Ue, não posso visitar um amigo, ops meu suposto namorado atual? Não vai me convidar para entrar?
- Ah, claro!

Juliet entrou e sentou-se no sofá. Jack ainda estava surpreso.
- O que faz em Los Angeles?
- Tive uma folga na clinica e aproveitei para vir aqui matar a saudade, estou de férias. Também tem um seminário de genética na UCLA e nada mais estimulante não acha?
- Você não muda mesmo.... ate nas férias quer falar de medicina.
- Olha quem fala! Da pra ver no seu rosto que continua casado com ela. Esta com aparência cansada, Jack. Você continua lindo mas...
- Jules!
- Falei alguma mentira? Ele riu.
- Bem, eu estava mesmo decidindo o que jantar então que tal me fazer companhia e me contar tudo sobre Miami?
- Eu adoraria...
- Me da 10 minutos.
Jack foi ao quarto se trocar e logo em seguida saíram para jantar.

O lugar era aconchegante. Um pequeno restaurante de comida francesa, um dos preferidos de Juliet quando ainda morava em LA.
Jack adorou a companhia, apesar do cansaço ele conseguiu desfrutar de uma noite agradável. Tinha esquecido o quanto gostava de conversar com Juliet e como era bom estar acompanhado de alguém que aprecia as mesmas coisas que ele. Ao final da noite, caminhavam pelo calçadão da praia. A sensação era de deja vu sempre.


- Jack, obrigada pela noite. Eu me diverti muito. Estou exausta. Você pode me deixar no hotel?
- E claro. Eu também adorei. Espero que você tenha vindo para sairmos mais vezes...
- Você sabe que sim, porque mais escolheria L.A. para minhas férias?


No fundo, Juliet sabia o que isso poderia significar, viera ate ele para colocar um fim na relação e ficou surpresa por estar disposta a aceitar ficar mais uma vez com ele, seria uma boa despedida. Na porta do hotel, ela se despediu dele.

- Boa noite, Jack. E inclinou-se para beijá-lo no rosto mas um impulso dentro de si a fez beijar seus lábios. Jack retribuiu. Após alguns segundos, eles se separaram. Ela sorriu e desceu do carro deixando Jack com um pequeno sorriso nos lábios.



CONTINUA...

INCANCELLABILE - Cap. 6 Parte 2

Casa de Kate e James

Kate estava na cozinha arrumando a mesa para o jantar quando James chegou.

- Hey, freckles estou em casa.
- Aqui na cozinha. Ele já tirara o paletó e a gravata ficando por trás dela deu-lhe um beijo no rosto. Ela virou-se para ele e beijou-o na boca.
- Vá se trocar pro jantar tenho ótimas novidades.

Alguns minutos depois, os dois estavam à mesa jantando. Kate não parava de falar:

- Então ele conhecia todo o meu trabalho e disse que gosta do jeito como escrevo. Alem disso com a minha aparência poderia me tornar um rosto conhecido e admirado por todo o publico da cidade. Fiquei muito feliz e a oferta de trabalho e muito tentadora principalmente o salário, o dobro do que ganho como editora-chefa. Da pra imaginar?

James quase não prestara atenção na maioria das coisas apenas no final.

- Oh, e você vai aceitar?
- Não sei ainda, disse que ia pensar e conversar com você. Prometi ligar pra ele na próxima semana. O que você acha?
- Kate você e quem sabe, a vida e sua....já vale pelo salário. E voltou a atenção para o seu prato.

De repente, a alegria de Kate fora pelo ralo.

"Porque James não ligara para o fato? Será que não entendia o quanto isso era importante pra ela? E assim que ele pensa, caberia somente a ela decidir?"

Ela baixou os olhos para o prato para evitar dele ver as lagrimas que já teimavam por formar-se.

James estava fazendo as contas. Se Kate iria ganhar o dobro nesse novo emprego, ele poderia adiar o golpe para aproveitar essa nova fatia. Não que a conta bancaria dela já não fosse recheada o bastante mas nada melhor que uns milhares de dólares a mais.

- Kate honey, sabe o que eu acho? Essa e uma oportunidade ótima pra você, ira ganhar mais e ser conhecida então porque pensar? Aceite.

Ela olhou pra ele. Estava com um sorriso no rosto. Ela também sorriu.

- Você tem razão. Vou aceitar.
- Vamos comemorar! Dizendo isso levantou-se em direção a ela e beijou-a. ela rendeu-se a ele.

Saiu puxando-a ate o quarto e foi logo tirando todas as pecas de roupa que o impediam de tocá-la naquele momento. Para Kate que esperava ter um momento intimo e gostoso com seu marido, o que James pretendia foi pura decepção. Tão rápido como começou, acabou e senti-lo dentro dela não a deixava mais excitada como antes. Fingiu.

Após satisfazer seu desejo de macho, James virou para o lado e caiu no sono. Kate ficou deitada olhando o teto. Como conseguira chegar aquele ponto no seu casamento? A verdade era que Kate já estava desconfiada que James tivesse alguém e que já não a amava, mas infelizmente não tinha nenhuma prova.

No dia seguinte ela foi conversar com o seu patrão no jornal para entregar sua demissão. Em seguida, ligou para John Locke e contou a novidade. Começaria no mês que vem mas não diretamente como ancora do jornal, primeiro deveria fazer alguns treinamentos e ter sua face conhecida pelo publico o que implicaria em ter sua foto em outdoors por toda cidade.

No outro dia, James estava confiante quando procurou Cassidy para contar as boas novas. Infelizmente, Cassidy não as via da mesma forma:

- Adiar o golpe? Você falou que íamos fazer no fim do mês. Por que?
- Cass, não entende? Ela vai ter mais grana agora. Vai ganhar o dobro! Mais 6 meses não e nada e aposto que ela terá muitos outros benefícios.
- Não sei, James. Parece ate que você não quer deixá-la, vai fraquejar?
- Claro que não! Você sabe que já não agüento mais ficar longe de você. Mas e pelo nosso futuro.

Ele acariciou as costas dela e mordiscou a orelha.

- Ok, eu espero. E beijou-o.

Ao deixar a casa de Cassidy, James já sonhava com o aumento do seu golpe. A verdade era que Kate sempre fora um alvo fácil. Claro que somente casara com ela porque descobriu que ela teria algo bom para oferecer a ele. O que ele apenas veio a descobrir após o primeiro ano de casado era que Kate valia mais do que ele pensava, alem das 2 casas no valor de usd 200 mil ela recebera do seu tio uma herança de usd 500 mil, com a quantia do banco ela valia mais de 1 milhão de dólares. Resolveu então bancar o maridinho preocupado e sugeriu que ambos fizessem seguro de vida. E claro que o dele era apenas um pretexto e dessa maneira conseguiu driblar Kate e colocar-se como beneficiário dela. Em caso de morte, ele recebia nada menos que 4 milhões de dólares.

*****************

Fazia apenas 5 dias que Juliet tinha se encontrado com Jack mas parecia que não tinham se separado. Jack parecia mais sereno e alegre. Trabalha as suas horas normais e sempre tentava sair do hospital cedo.

Era seis da tarde quando ele já estava arrumando-se para sair e Desmond entrou na sala.

- Hey, brotha! Já de saída?
- Já.
- Que milagre! O que aconteceu com o Doc que faz viradao?
- Nada, Des. Continua aqui mas estava me sentindo cansado. Resolvi maneirar.

Desmond olhava incrédulo para o amigo. Sabia que ele escondia algo.

- Jack, você não me engana. Não acredito em você. Diz ai você esta saindo com alguém?

Ele ficou calado.

- Aha, eu sabia!
- Sabe nada, eu só estou...
- Jack desembucha logo. Quem e ela?

Nesse momento o celular dele toca. Desmond e mais rápido que ele, ao olhar o visor da um sorriso.

- Velhos amores... sei...pensei que você tinha mudado. Entrega o celular para Jack.
- Oi, Jules!
- Oi! Esta ocupado?
- Não, já estou de saída.
- Eu ainda estou no seminário. Você passa no hotel às 8h?

Desmond estava fazendo milhares de gestos para ele.

- Que e?
- Diga que eu mando um beijo.

Do outro lado da linha, Juliet não entendia nada.

- Jack? O que foi?
- Nada. Ok! Passo lá. Jules?
- Oi.
- Dês mandou um beijo.
- Agora entendi... outro pra ele e um especial para você.

E desligaram.

- Ela mandou outro pra você.
- Sabe, brotha. Fico feliz se você também estiver. Divirta-se.

Saíram juntos da sala.

Jack levou Juliet ao teatro naquela noite e depois foram jantar. Eles estavam felizes. Trocavam beijos e caricias que lembrava a quem os visse um casal apaixonado no inicio do namoro. Já tarde da noite, antes de deixá-la no hotel, ele perguntou se não preferia ficar no apartamento dele mas ela recusou e chegando no hotel o convidou para subir.
O quarto lembrava um apart-hotel. Ele sentou-se no sofá enquanto ela preparava duas canecas de café. Entregou-a a Jack.

- Desculpe, não tem xícaras.
- Não faz mal.

Estavam sentados um de frente pro outro conversando amenidades. Risos inundavam o quarto.

Ate que o clima mudou.

Jack tirou a caneca da mão de Juliet e colocou sobre a mesa. Inclinou seu corpo sobre ela e seus lábios se encontraram. Ela deslizou pelo sofá para dar mais espaço a ele ansiando por sentir o toque dele novamente.

Em poucos minutos, os dois estavam nus. Explorando mais uma vez, suas mãos deslizavam pela pele de Juliet. O desejo era inevitável. Jack a levou para a cama e lá eles se amaram como nos velhos tempos.

Pela manha tomaram café juntos antes dele ir ao hospital. Juliet adorara a noite mas tinha medo de se apegar novamente. Sabia que não podia.

- Jack, a noite ontem foi maravilhosa.
- Foi sim. Como nos velhos tempos.
- E isso que esta me deixando preocupada. Jack, o que estamos fazendo?
- Jules, estamos nos divertindo. Não fique procurando sinais de problemas. Vamos deixar rolar. Você sabe que gosto de você, da sua companhia...
- Mas Jack, eu não vou ficar aqui em L.A. pra sempre. Tenho uma vida em Miami e...
- Eu sei. Olha, eu não estou te pedindo compromisso. Porque não aproveitamos as suas férias para nos divertimos juntos? Estou sendo sincero. Se você não quiser, por favor, me diga. Você sabe que eu não faria nada que você não quisesse. Você decide.

Ela sorriu e o abraçou.

- Ah, Jack... você não existe. e beijou-lhe os lábios.


Duas semanas depois...


James conferia a correspondência. Contas, anúncios de produtos, nada interessante. Retirou da pasta um envelope no nome de Kate e colocou junto às demais cartas.

- Amor, chegou um envelope do banco para você.
- Traz aqui.

Ela estava terminando de colocar a macarronada na mesa. James deu um beijo na bochecha e entregou o papel.
Ela abriu cuidadosamente. Leu a primeira pagina da carta e retirou uma apólice do envelope.

- E só o meu seguro de vida. Renovação de apólice. Você pode cuidar disso pra mim lá no banco? Sabe que eu sou meio perdida nesses assuntos. Você e o expert.

Os olhos de James brilharam.

- Claro! Deixa comigo. Você somente precisa assinar alguns papeis.
- Obrigada! Agradeceu com um selinho nos lábios.
- Agora vamos jantar.


*************


Trilha sonora:




A vinda de Juliet a Los Angeles trouxe outro animo a vida de Jack. Ele estava mais sereno, descansado. O tempo voa quando estamos nos divertindo e era exatamente isso que acontecia aqueles dois. Após uma esticada em um barzinho badalado da cidade, Jack levou Juliet direto para seu apartamento. Nesses últimos dias ela acabara por ficar com ele e fechara a conta do hotel.
Já a vontade, Juliet penteava os cabelos preparando-se para deitar. Jack estava no quarto esperando.

- Hey, Jules! Você esta me trocando pelo espelho?
Juliet sorriu.

- Eu já vou, ciumento!

Era seu ultimo dia em L.A. e sabia que era também sua ultima noite com Jack Shepard. Ela já se decidira e essa noite seria para ela como se fosse a sua primeira e única vez ao lado dele.

Quando entrou no quarto, viu Jack sentado a cama apenas com uma cueca boxer. Caminhou ate o lado dele.

- Hey... e sorveu os lábios dele com os seus.

Sentiu imediatamente as mãos de Jack percorrerem seu corpo. A pele sendo acariciada e provocando nela arrepios involuntários de prazer. Ele quebrou o beijo e a chamou para a cama. Ao deitar, Juliet sentiu o peso do corpo dele esquentando sua pele enquanto ele a cobria de beijos pelo corpo.
Ele retirou a camisola e em seguida a calcinha, deixando-a totalmente nua a sua frente. Jules fechou os olhos e aceitou entregar-se a mais um momento de prazer.


Jack apenas seguia seus desejos e juntos amaram-se e desejaram-se como dois adolescentes ate o sol iluminar a cama com os corpos entrelaçados e por fim adormecidos.


*******************


As férias de Juliet chegaram ao fim. Infelizmente, não tinha como ficar mais tempo na cidade. O que era uma pena. Acostumara-se a ter Jack de volta a sua vida. Estavam sempre juntos e seria difícil deixá-lo para enfrentar a solidão em Miami. Porem, ela já tomara a sua decisão.
Estavam no aeroporto esperando o aviso para embarque. Andavam pelo saguão de mãos dadas.

- Jack... os últimos dias foram tão perfeitos. Adorei ter sua companhia.
- Eu também. Vou sentir sua falta.
- Você sempre será bem-vindo em Miami.
- Obrigada pelo convite.

Caminharam ate o portão de embarque.

- Tenho que ir.
- Eu sei, boa sorte e vê se não pensa só em bebes. Disse brincando.
- Jack, não existe modo fácil de dizer isso mas... esse foi nosso ultimo encontro. Não podemos viver um relacionamento assim, eu sei e você sabe. Precisamos mudar, arriscar. Você sempre será o meu amigo e precisando pode contar comigo, não vou sumir. Eu sei que um dia você vai encontrar alguém que vai fazer você um homem muito feliz. Caras como você são jóias raras. Se cuida!

Ela inclinou-se e beijou-o mais uma vez. Virou-se e seguiu para o portão. Ainda virou o rosto para receber o ultimo adeus de Jack.




CONTINUA...