domingo, 13 de julho de 2008

Change is Good ! Seriously?! - Cap. 6

Capitulo 6


Mark realmente estava a perigo. Desde que Kate chegara, ela de alguma forma influenciara as demais enfermeiras e ele nao conseguia mais nenhum encontro.com elas. Para piorar sua situacao, ele estava cansado de ser esnobado por Hahn. Desde a sua chegada ao Seattle Grace, Mark imaginou como seria possuir aquela loura autoritaria.
Ele estava sentado no conforto medico quando Derek entrou sorridente.


- Hey, tudo bem?

O sorriso era impossivel de se desfazer.

- Nao, estou cansado dessa vida de celibatario. Culpa da sua namorada. Que sorriso bobo e esse?

- Eu e Kate, aconteceu.

- Voce fez sexo com ela?

- Mark! Voce fala como manwhore...

- Acho que ja perdi esse titulo. E ai?

- Estamos bem, foi otimo.

- Hum, ela e safadinha?

- Mark!

- Ok,ok...culpe o acumulo de testosterona. Mas e ai nenhum sentimento de culpa por causa, voce sabe...

- Estranhamente, nao. Sabe Mark, Kate e uma mulher muito interessante. Imprevisivel...

Mark revirou os olhos.

- Voce nao vai se complicar de novo ahn?

- Nao se preocupe. E voce? Vai fazer o que com o seu problema?

- Nao sei. Voce pode me ajudar. Peca a Kate para convencer a Erica a me dar uma chance.

- No way! Tente voce.

- Belo amigo!

Sorrindo Derek deixou o conforto.

Yang vinha em direcao a sala do Chefe Webber quando encontrou Meredith.

- Derek e Kate estao juntos. Estam namorando.

- Hum,hum.

- Cristina, I'm fine. Eu so queria te dizer e...

- O que voces duas estao fazendo conversando no corredor?

Bailey.

- Por acaso nao tem pacientes nesse hospital? Em vez de ficarem papeando sobre a vida patetica de voces, deviam estar trabalhando! O PS esta cheio de gente Yang e Grey se voce nao tem nada para fazer, va para a clinica!

- Dra. Bailey na verdade eu estava indo falar com o chefe.

- E desde quando voce pode falar com o chefe antes de falar comigo Yang? Eu sou sua residente.

- E que eu vi no quadro que a Dra. Hahn vai fazer uma cirurgia Humpt-dumpt e eu tenho que participar entao pensei em falar com o chefe porque se ela se recusar a me chamar eu...


- Esqueca Yang! O chefe esta fora. Viajou para Los Angeles a negocios. Resolva seus problemas com a Dra. Hahn. C'mon, move! Ao trabalho!

Cristina e Meredith apressaram o passo, trocando olhares entre si, quando perceberam que Bailey nao estava no seu encalco, finalmente trocaram algumas palavras.

- O que voce acha que o chefe foi fazer em Los Angeles? Sera que foi visitar a Addison?

- Meredith ela disse negocios.

- E se ele tiver ido convencer a Addison a voltar para o SG?

- Nah, isso ta me cheirando a contratacao de alguem grande...

- Eu nao conheco ninguem em LA.

Meredith encolheu os ombros e tomou o rumo da clinica.


Los Angeles
7pm


Jack vestia o paleto e preparava-se para deixar o hospital. Jane, sua assistente abre a porta do escritorio.

- Dr. Shepard, Dr. Webber esta aqui para ve-lo.

- Richard! Obrigado, Jane. Pronto para me fazer companhia no jantar?

Os dois trocaram um aperto de mao firme.

- Nao antes de um pequeno tour pelo San Sebastian.

Jack sorriu. Deixaram a sala.

Jack mostrou todo o hospital para Richard. Ele sabia que o seu professor estava comparando o hospital com o Seattle Grace. Satisfeito, eles deixaram o lugar rumo ao restaurante.

Ja devidamente sentados e servidos de drinks, Jack criou coragem para perguntar o que o intrigava ha duas semanas.

- Richard, qual o proposito dessa visita? Voce esta doente?

- Ah, nao! Estou em LA para negocios.

- Sei...Jack ficou pensativo - que tipo de negocios o fez abandonar o Seattle Grace? Nao me diga que estao lhe convidando para trabalhar em Los Angeles?

- Na verdade, o motivo da minha viagem e voce. Eu vim aqui para fazer uma proposta irrecusavel a voce, Jack.

- Richard eu nao...

- Apenas me escute ok? Sei que voce esta no San Sebastian a bastante tempo e de certa forma fez sua fama e sua carreira naquele hospital. Tambem conheco sua reputacao e sua competencia, afinal voce foi meu aluno. Mas acredito que voce esta precisando mudar de ares, conhecer novos profissionais, outros hospitais, novos desafios. Desde que seu pai faleceu, nao vi voce progredir nesse hospital. Voce ja deveria ser chefe da ala cirurgica.

Jack ficou impressionado. Como ele sabia tanto sobre a sua carreira?

- Nao te deram oportunidades ali. Eu acompanho tudo que acontece com voce. Eu realmente gostaria de te levar para trabalhar no Seattle Grace.

- Richard, acho que nao e uma boa ideia.

- Eu tenho que discordar de voce, Jack. Me diga, o que te prende aqui? Ate onde eu sei voce continua solteiro. Pense no assunto, voce nao tem que me responder agora. Tem ate o final da semana. Agora, vamos apreciar nosso jantar.

Jack suspirou.

Apos o jantar, Jack levou o Dr. Webber ate o hotel onde estava hospedado. Ao se despedir, Richard deu sua ultima cartada :

- Acho que ir para Seattle vai te fazer bem. Uma mudanca e sempre bem-vinda, ela assusta mas pode trazer muitas coisas boas, acredite!

Despediram-se com um abraco e Jack saiu dirigindo pelas ruas de LA pensativo.

Seattle Grace
8 pm

Mark estava esperando o elevador. Quando a porta se abriu, ele deu de cara com Hahn. Sorriu malicioso.

- Boa noite, Dra Hahn.

Entrou e ficou ao lado dela quase grudado. Erica percebeu o movimento dele e sabia que Mark ia tentar alguma coisa. Afastou-se.

- Muito trabalho hoje, Erica? Dia estressante?

- Muito. Tive varias horas em OR. Ela disse dando corda pra ele.

- Talvez voce precise de uma massagem pra relaxar.

Sem esperar por permissao, ele colocou as maos no ombro dela e comecou a esfregar os ombros.


Aproveitando colou o corpo no dela. Erica que ate entao nao se manifestara, deu abertura com um sorriso no canto dos labios. Dava corda. Sentindo-se confiante, Mark inspirou o cabelo dela e deslizou uma das maos pelo braco dela.

Sabendo que logo ele ultrapassaria os limites, ela virou-se para ele e perguntou numa voz rouca e sensual:

- O que voce esta fazendo?

- Te apresentando os segredos do Dr. Sloan.

Ele puxa o corpo dela contra o seu surpreendendo Erica. Quando ele faz mencao de beija-la, Hahn desvia o rosto e se afasta.

- Stop!

- Porque ? Voce tem medo de viciar no Mark? sorrindo sacana.

- Nao, Mark. Vamos esclarecer as coisas aqui ok? Eu nao quero ficar com voce nao porque eu tenho medo, mas porque voce nao e meu tipo.

- Ah, entao voce tem um tipo - eu te garanto que posso fazer o tipo que voce quiser...

- Sloan! De uma vez por todas eu nao gosto de penis, ok? Eu pratico os monologos da vagina! Preciso ser mais clara?

Mark ficou sem fala.

Nesse instante a porta do elevador se abre e Hahn sorri e acena um tchauzinho para ele que continua estatico diante da descoberta.

Enquanto caminhava no corredor ainda se divertindo com a cena de Mark, Erica voltou seus pensamentos para quem realmente a interessava - Juliet. Estava alheia ao movimento a sua volta ate ouvir alguem chamando seu nome. Ao virar-se e perceber quem era, ela revirou os olhos.

- Fala, Yang.

- Dra. Hahn eu vi que a senhora ira fazer uma Humpt Dumpt. Eu queria saber se posso participar.

- Yang, voce nao acompanhou esse paciente, nao conhece o historico dele, ele ja se consultava comigo no Mercy. Como espera poder me ajudar numa cirurgia dessa?

- Eu sei tudo sobre ele.

E Cristina comecou a recitar o prontuario do paciente impecavelmente fazendo observacoes interessantes sobre as possiveis complicacoes da cirurgia e por fim, mencionou como era o procedimento da cirurgia em questao. Sem chances para revidar, Erica apenas falou:

- Voce fez o seu dever de casa mas me diga como sabe tantos detalhes dessa cirurgia?

- Eu participei com o Dr. Burke em uma.

Burke. A mencao do nome desse cara a deixava revoltada. Erica entao agiu por impulso.

- Sendo assim, vou dar a oportunidade a outra pessoa. Chame Stevens.

- Izzie? Numa Humpt Dumpt? Izzie?

- Sim, Dra. Yang chame Izzie Stevens.

Cristina fechou a cara e saiu bufando pelo corredor. No meio do caminho trombou com George que derrubou varios resultados de exames pelo chao.

- Cristina! Olha pra onde anda!

- Shut up, Bambi!

Ao encontrar Izzie debrucada no computador fazendo algum tipo de pesquisa, ela falou contrariada:

- E melhor voce esquecer qualquer coisa que voce esteja pesquisando e se preparar. Hahn mandou avisar que quer voce na cirurgia com ela.

- Cirurgia? Que cirur...oh, god! Humpt Dumpt? Seriously?

- Seriously?! Cristina disse imitando-a .

- E Izzie , aparentemente eu nao posso participar porque ja vi uma dessas com Burke.

- Seriously? Wow.

Cristina revirou os olhos e saiu pelo corredor.

L.A.
Dois dias depois...

Jack Shepard fizera a ultima cirurgia do dia. Ja estava de saida quando o celular tocou. Des.

- Hey, Brotha!

- Fala Des, tudo bem por ai?

- Tudo otimo mas eu quero saber de voce? Ja se decidiu?

- Ja tomei a decisao. Sinto muito Des, eu ...

- Eu nao acredito voce vai amarelar?

- Des, voce vai sentir minha falta em L.A....

- Wow! Isso e excelente. Vai ser muito bom pra voce e nao se preocupe Jack, nos vamos te visitar em Seattle.

Conversaram mais um pouco e desligaram. Jack voltou a discar.

- Richard, e o Jack.

- Hum, acredito que voce ja tenha uma resposta para mim.

- Eu entreguei minha carta de demissao essa noite. Amanha sera meu ultimo dia no San Sebastian.

- Eu fico feliz com a sua decisao. Voce ira gostar de trabalhar no Seattle Grace.

- Eu preciso de pelo menos uma semana antes de comecar para arranjar apartamento e acertar algumas coisas em Los Angeles.

- Tudo bem, Jack. Te vejo em Seattle.

Ao desligar o celular, Jack olhava para o horizonte pensativo. Nao sabia se seua decisao tinha sido a mais acertada porem queria sim buscar coisas novas.

- Seattle, ai vou eu.




CONTINUA...

sábado, 12 de julho de 2008

As Palavras que Nunca Te Direi - Cap 25

Capitulo 25




Jack acordou determinado. Ao procurar por papel no seu quarto, ele resolveu pegar tambem uma caneta. Ao contrario das cartas que escrevera no passado para Sarah digitando, ele decidiu escrever do proprio punho, queria tornar a conquista o mais pessoal possivel.

Avidamente, como que em um passe de magica as palavras fluiam da sua mente direto para o papel. Sem duvidas, sem receios, todos os seus sentimentos expostos nas folhas a sua frente.


Passado umas duas horas, ele enrolou o papel e prendeu com um barbante. Depois, dirigiu-se a cozinha e pegou uma garrafa de vinho vazia que guardara. Colocou a carta dentro da mesma e fechou com uma rolha.

Dessa vez , porem nao ia arriscar-se como fizera antes. Ele mandaria a carta pelo correio. Colou uma etiqueta com o endereco de Kate onde antes estava a do vinho.


Sorriu.


Ao contemplar a garrafa novamente, ele sentiu-se um pouco mais leve, com o espirito renovado e voltou a ter esperanca no futuro.

O telefone da casa tocou. Ao checar as horas, Jack percebeu que eram quase 10 horas e que tinha marcado aulas de mergulho para um grupo de turistas vindo do Texas. Seriam 4 aulas consecutivas. Trocou algumas palavras rapidamente com o Ian avisando que ja estava de saida.

Antes de deixar a casa, Jack deu mais uma olhada para a garrafa. Decidiu que depois da aula de mergulho, ele voltaria em casa para enfim colocar a garrafa no correio com mais calma.


Ao chegar no porto onde seu barco de mergulho ja estava preparado para zarpar, Jack trocou algumas palavras com o grupo dando as primeiras instrucoes sobre o que deveriam fazer e o que evitar nessa primeira viagem ao mar. O ceu estava azul com algumas nuvens e o mar tranquilo, realmente um otimo dia para velejar.


Ja em alto mar, ele ensinava as tecnicas do mergulho como ja fizera muitas vezes. Jovens sempre sao mais afoitos para se desprenderem das normas ditadas pelo instrutor mas ele tirava isso de letra.

Apos duas horas de aula, ele convenceu os ja exaustos clientes a voltar. O mar estava mais agitado que pela manha. Jack os orientou para permanecerem sentados e nao interferissem enquanto ele manejava o barco.


As ondas batiam contra o casco com bastante forca, varios redemoinhos se formavam por onde o barco passava. Concentrado no que fazia, Jack imprimia toda a forca que podia para segurar o leme na linha. O oceano estava revoltado para um dia aparentemente tranquilo.

Um dos jovens decidiu tirar uma brincadeira com o colega e desatou um dos nos que prendia a vela do barco, imediatamente a haste que segura a vela moveu-se fazendo o barco rodopiar. Ao perceber o que acontecera, Jack preocupou-se em tentar colocar o barco novamente na direcao correta porem era quase impossivel sem a ajuda da vela na posicao correta.

Ele entao prendeu o leme numa posicao com um pedaco de ferro que tinha proximo as maos.


Rezando para que isso aguentasse o poder do vento enquanto ele corrigia a vela, Jack movia-se devagar pelo barco. Assustados, os jovens sentaram-se juntos sem muita reacao para ajuda-lo. Finalmente, Jack alcancou a corda que fora desatada, porem o ferro nao suportou totalmente o peso do leme e a influencia do vento, girando o barco mais uma vez.


Em questao de segundos, o rodopio do barco no mar fez a haste da vela se voltar contra ele atingindo Jack na cabeca. Ele caiu desmaiado.

Ao ver a cena, um dos caras resolveu tomar a frente do leme enquanto outro tentava ver se Jack estava vivo. Tao rapido como comecou, a revolta do oceano e dos ventos cessou. O mar estava novamente tranquilo.


*****************


Kate foi surpreendida pelo telefone enquanto trabalhava no computador.

- É Kate que fala?

- Sim, é - respondeu ela, não reconhecendo a voz.

- Aqui fala Chris Blake... o pai de Jack. Eu sei que isto vai parecer estranho, mas gostaria de falar contigo.

- Oh, olá - gaguejou ela. - Hum!... tenho alguns minutos agora.

Ele fez uma pausa.

- Gostaria de falar pessoalmente, se fosse possível. Não é assunto em que me sinta confortável para falar pelo telefone.

- Posso perguntar-lhe de que se trata?

- É sobre Jack - disse ele baixinho. - Eu sei que é pedir muito, mas acha que seria possível vir até aqui de avião? Não lhe faria esse pedido se não fosse importante.

Acabando por aceitar, Kate deixou o trabalho e foi até à escola de Kevin. Depois de o ir buscar cedo, deixou-o com um amigo em que podia confiar, explicando que provavelmente iria estar fora durante alguns dias. Kevin tentou fazer-lhe perguntas sobre a sua súbita viagem, mas o comportamento estranho e distraído dela tornava evidente que as explicações teriam de ser dadas mais tarde.

- Diga olá por mim - disse ele, despedindo-se com um beijo.

Kate acenou apenas com a cabeça e depois foi para o aeroporto apanhando o primeiro voo disponível. Ela nao sabia o que pensar sobre o pedido do pai de Jack. Sera que ele estava tao mal assim? Estaria deprimido? Kate sentiu-se ansiosa e alem disso temerosa. Nao sabia o que esperar desse encontro.




CONTINUA...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

As Palavras que Nunca Te Direi - Cap 24


Esse capitulo merece trilha sonora ...

http://www.radioblogclub.com/open/145766/amy_winehouse/Amy_Winehouse_-_Wake_up_alone


Capitulo 24




Ao voltar a Chicago, Kate apanharia Kevin a caminho de casa. Kevin, que passara o dia na casa de um amigo, contou entusiasmado o filme que tinha visto, não percebendo que a mãe mal o ouvia. Quando chegaram em casa ela encomendou uma pizza, e comeram na sala com a televisão ligada.




Quando acabaram, ela surpreendeu Kevin ao convidá-lo para ficar com ela durante um bocado em vez de ir fazer os seus trabalhos de casa. Encostado sossegadamente contra ela no sofá, Kevin lançava-lhe de vez em quando um olhar ansioso, mas ela afagava-lhe simplesmente o cabelo e sorria para ele com um ar ausente, como se estivesse muito longe dali.


Mais tarde, depois de Kevin ter ido deitar e dela saber que ele já dormia, vestiu um pijama macio e serviu-se de um copo de vinho. Ao voltar ao quarto, desligou o telefone.


Na segunda-feira teve um longo almoço com Penny e contou-lhe tudo o que acontecera. Tentou parecer forte. No entanto Penny segurou-lhe a mão o tempo todo, escutando pensativamente e mal falando.


- É melhor assim - disse Kate resolutamente quando terminou. - Fico bem assim. - Penny olhou para ela, os seus olhos cheios de compaixão. Mas não disse nada, apenas acenando com a cabeça às corajosas afirmações de Kate.


Durante os dias seguintes Kate fez o possível para evitar pensar nele. Trabalhar na sua coluna consolava-a. Concentrar-se na pesquisa e vertê-la em palavras ocupava toda a sua energia mental. O ambiente agitado da redação também ajudava, e porque a reunião com Dan Mandel correra tão bem quanto Penny havia prometido, Kate abordou o seu trabalho com entusiasmo redobrado, preparando duas ou três colunas por dia, mais depressa do que alguma vez escrevera.


à noite, porém, depois de Kevin ir para a cama e ela ficar sozinha, achava difícil manter longe a imagem dele. Copiando os seus hábitos de escritório, Kate tentava concentrar-se noutras tarefas.




Limpou a casa de cima a baixo durante as primeiras noites - esfregando o chão, limpando a geladeira, aspirando e limpando o pó do apartamento e reorganizando os armários. Nada foi deixado intato. Fez até uma limpeza às suas gavetas, procedendo a uma escolha de roupa que já não vestia mais, com a intenção de doar. Depois de as encaixotar, levou as roupas para o carro e arrumou-as no porta-malas.




Naquela noite ela deu várias voltas ao apartamento, à procura de alguma coisa mais - qualquer coisa - que precisasse ser feita. Por fim, percebendo que tinha terminado o seu trabalho, mas ainda incapaz de dormir, ligou a televisão.




Saltando de canal em canal, parou quando viu Faith Hill ser entrevistada no programa Tonight. Kate sempre gostara da sua música, mas quando Faith mais tarde se dirigiu ao microfone para cantar uma balada sentimental, Kate começou a chorar. Não parou durante quase uma hora.


Todas as noites, era comum a rotina de Kate depois que o filho adormecia. Vinho, televisao ou computador ligados sem qualquer atencao devotada a eles e lagrimas, rios de lagrimas. Ela sofria calada, sozinha.


Naquele fim-de-semana ela e Kevin foram ver os New England Patriots jogar com os Chicago Bears. Kevin tinha a pressionado para irem desde que a temporada do futebol terminara, e ela concordou finalmente em levá-lo, embora entendesse pouco do jogo. Sentaram-se nas bancadas, respirando em pequenas baforadas, bebendo chocolate quente e torcendo pela equipe da casa.


Mais tarde, quando foram jantar, Kate, com relutância, contou a Kevin que ela e Jack não voltariam a se ver.


- Mãe, aconteceu alguma coisa quando foste ver Jack da última vez? Ele fez alguma coisa que te deixou zangada?


- Não - disse ela baixinho -, não fez nada. - Ela hesitou antes de desviar o olhar. - Simplesmente não tinha de ser.


Embora Kevin parecesse nitidamente perplexo com aquela resposta, era o mais longe que ela podia ir naquele momento na explicação do que acontecera.




Fazia dois meses que ela nao tinha nenhum contato com Jack. Isso porem, nao implicava dizer que nao pensasse nele.




A verdade era que por mais que ela tentasse deixar tudo o que aconteceu no passado, era uma tarefa impossivel. Ela jogara-se de cabeca no trabalho e fizera um progresso maravilhoso na sua carreira.




Tinha sua coluna publicava em muitos jornais importantes do pais mas sempre que ela voltava para casa depois de um dia agitado de trabalho, encontrava a boa e velha solidao a seu dispor.




Ficou dificil evitar a companhia de pelo menos duas a tres tacas de vinho para dispersar a mente que pregava as piores pecas a ela. Sempre se perguntava se Jack estava sofrendo como ela, se estava bem, se tinha feito a escolha certa.


As respostas? Kate nao sabia ao certo. Ele nao telefonara nem uma vez. Para ela, a lembranca estava proxima a uma grande ilusao, a um desejo infantil, a vontade de viver uma bela historia de amor. Exceto por ainda sentir o efeito do beijo dele, o calor do corpo, as maos grandes e ageis, mesmo que seja puro fruto da sua mente.


Mas a voz...disso ela podia gabar-se ser totalmente real porque em um dos seus momentos de solidao, Kate ligou para a loja apenas para ouvi-lo mais uma vez. A vontade tornou-se pelo menos tres vezes real. Era tudo que restava do seu conto de fadas pessoal.







********************************





Durante as semanas seguintes da partida de Kate, Jack atravessou um periodo negro. Era como se ele tivesse morrido pro mundo. Jack pensava que ele ja tinha atingido o fundo do poco quando ele perdeu Sarah, estava enganado.



A ausencia de Kate, o fim do relacionamento com ela foi desastroso para ele e o que tornava a situacao pior era o fato dele ter que admitir para si mesmo que Kate tornara-se mais importante que tudo na sua vida.



A verdade o atingiu tao fortemente que a culpa passou a consumi-lo a cada dia e ele realmente nao sabia como lidar com isso, para ele nao havia volta, ou havia?


Como ele fora capaz de jogar fora a melhor oportunidade que a vida lhe dera? Porque foi tao duro com ela? A unica coisa que tinha em mente era o fato de nao haver desculpas para procura-la novamente. Kate nao iria querer nem mesmo olhar para ele , imagina ouvir qualquer coisa que ele tenha a dizer.


Tentou trabalhar mas a loja nao tinha nenhum atrativo para ele. As aulas de mergulho eram a unica coisa que ainda o mantinha longe dos seus pensamentos e de Kate.




Passados dois meses, ele estava seguindo em frente do jeito que somente ele sabia fazer, fechando-se para o mundo.


Uma noite, Jack estava sentado na varanda da casa observando as ondas darem a praia. Tinha um copo de vinho nas maos. O mesmo vinho que ela trouxera uma das vezes que viera jantar com ele.




A lua nova estava linda naquela noite. Enquanto observava o ceu, o vento marinho parecia trazer aquela voz suave que por varias vezes sussurrou doces palavras no seu ouvido.




Jack fechou os olhos, quase podia ouvi-la dizer: "Eu te amo,Jack...always".




Uma lagrima percorreu-lhe o rosto e finalmente a luta travada contra ele mesmo parecia chegar ao fim. Como que atingido por um trovao, ele decidiu apostar todas as suas fichas em busca da propria felicidade.




Iria reconquista-la usando aquilo que a fez querer conhece-lo da primeira vez, pela unica maneira que ele sempre soube.




Escrevendo cartas.






CONTINUA...

domingo, 6 de julho de 2008

Change is Good ! Seriously?! - Cap. 5

Capitulo 5



NC-17 a caminho...


Uma semana depois...
Los Angeles
10 pm




Jack estava no seu apartamento sentado na cama com o notebook ao seu lado. A tv ligada no canal de esportes transmitia um jogo do Red Sox. Nas maos, um copo de whisky.

- Damn it!

Assistir aos jogos do seu time sempre o deixava chateado. Tomou um gole de vinho e ouviu um som horiundo do notebook. Desmond.

Desmond e o melhor amigo de Jack desde a faculdade. Ele estava na Franca fazendo uma especializacao em cirurgia cerebral. Jack o tinha como um irmao, nao ficavam menos de 1 semana sem se falarem mesmo ele estando fora. Ele cumprimentou o amigo com um singelo hi.
Desmond respondeu a seguir perguntando se ele estava em casa e que iria ligar agora. Antes mesmo de Jack responder, o telefone tocou.

- Brotha! Como voce esta?

- Estou bem, Des.

- E so o que voce sabe dizer,nao? I'm fine! Arf!!! Jack eu estou na bela Paris e em vez de aproveitar a cidade fico preocupado com voce. Me diga que tem alguma novidade pra contar, que conheceu uma mulher, alguma coisa!

- Nao conheci nenhuma mulher, Des. Mas recebi um telefonema meio que inesperado. Professor Webber.

- Webber? Richard Webber? O que ele queria?

- Marcar uma visita. Ele vira a LA na semana que vem.

- Alguma pista? Voce acha que ele esta doente?

- Realmente nao sei, pode ser ou tambem pensei que poderia ser negocios.

- Ele ainda e o chefe do Seattle Grace?

- Humhum...

- Entao my friend...eu acredito que ele ira propor trabalho a voce.

- Nao...acho que nao,ele sabe que eu recusaria.

- Porque faria isso , Brotha? Me diga apenas um motivo...

Jack ficou calado. Falando assim parecia mesmo estupido porem nao conseguia pensar em uma unica razao para estar preso a Los Angeles.

- Jack?

- Eu gosto da cidade.

- Ok, Brotha. E melhor treinar se pretende dizer isso a ele. Tenho que ir. Me mantenha informado.

- Ok, um beijo pra Penny.

- Bye, Brotha.

Desligou. Jack olhava para o nada, pensativo. O questionamento de Desmond fazia sentido. Ele nao tinha motivos para defender a sua estada no San Sebastian. Sacudiu a cabeca e decidiu deixar essa historia de lado, afinal ele nem sabia se era isso que Richard queria dele.

Tomou o ultimo gole do whisky e desligou o notebook. Foi ate o escritorio para deixar o computador no lugar quando se deparou com um livro grosso de cirurgia cerebral aberto sobre a mesa. Ao pega-lo, algumas fotos cairam do mesmo. Jack parou um momento para olha-las.

Em uma das fotos ele sorria ao lado de Desmond ambos com roupas de surf e pranchas. quando foi a ultima vez que ele surfou? Ja nao lembrava. A segunda foto era dele com Sarah. Pensava que tinha se livrado de todas as fotos. A terceira era dele com Desmond e Penny numa viagem que fizeram ao havai juntos.


Ele fechou o livro e jogou as fotos na mesa. Nao teve como negar a pergunta feita pelo amigo. Jack sabia que hoje ele ja nao aproveitava nada do que a cidade tinha a oferecer. Ele fechara-se para a vida alem do hospital.


SGH
Madrugada


Plantao noturno sempre deixa qualquer um exausto. Nessa hora a boa e velha cafeina e fundamental.


Meredith estava sentada em frente ao computador pesquisando informacoes sobre uma cirurgia que faria amanha com Sloan. Como ela ficara hoje no PS tinha poucos pos-operatorios para monitorar e acabou se oferecendo para cobrir Izzie.

Kate estava de plantao na mesma noite e monitorava um paciente de Derek que passou por um procedimento muito complicado e sua recuperacao estava bem critica. Quando finalmente estava cochilando pela primeira vez naquela noite, foi surpreendida pelo chamado urgente.

Ao chegar, constatou que o paciente estava tendo dificuldades de respirar, assinou o residente de plantao e pediu para chamarem Sheperd. Ele estava de sobreaviso.

Meredith correu ate o quarto e tomou a frente da situacao. Kate a auxiliou no que pode.

Quinze minutos depois, a situacao estava sob controle mas o paciente corria risco de vida. O tumor retirado talvez causara mais danos ao cerebro dele.

Derek Sheperd chegou ao hospital e foi abordado por Meredith.

- Ele teve complicacoes e acredito que possa haver maiores danos ao cerebro. Sugiro fazer mais uma ressonancia so pra ter certeza.

- Certo, Dra. Grey.

Ele observou o prontuario e avaliou o acompanhamento que Kate fizera. Ela estava no canto do quarto observando a interacao dos dois. Meredith nao parecia confortavel ao falar com ele.

- Dra. Grey, voce poderia levar o paciente para a ressonancia junto com Kate? Eu ja alcanco voces.

Elas se olharam e Kate tomou a frente para mover a maca. Caminharam por um longo periodo sem falar nada ate que Kate quebrou o silencio:

- Dra. Grey, esta tudo bem?

- Meredith, sim porque nao estaria?

- Nao sei eu sinto que o clima entre voce e o Derek fica tenso.

- Kate, eu nao sei o que voce ouviu sobre eu e Derek mas quero que saiba que esta tudo bem, mesmo. Eu segui em frente.

- E que a historia de voces, Derek me contou. E tao intensa e parece inacabada.

Meredith permaneceu calada por um instante sem olhar pra ela. Entao Derek falara do relacionamento deles? Tudo?


- Kate nao e. Fique tranquila. Derek e passado.

Sorriu.


Cada vez que dizia o seu mantra, ela percebia que afundava-se na mentira. Estava se enganando sabia disso mas tudo era mais simples desse jeito.

O resultado do exame revelou que o cerebro do paciente nao possuia danos precisava apenas ser monitorado. Derek ja havia deixado a sala de exames antes delas.

Os olhos de Kate estavam muito vermelhos. Cansados.

- Preciso de um cafe!

- Va! Eu levo ele de volta.

- Obrigada.

Kate retira-se da sala e segue ate o conforto em busca de cafe.

Derek vinha andando distraido pelo corredor do hospital de cabeca baixa parecia pensativo. Kate parou e fixou o olhar no homem a sua frente. Por impulso, quando ele chegou proximo a ela, Kate empurrou Derek pela porta lateral que dava num armario de lencois.

- Kate o que...

Antes que ele completasse a frase, ela tomou seus labios com vontade. As maos dela passeavam pelo torax dele enquanto ela intensificava o beijo. Ele apesar de surpreso, correspondeu empurrando o corpo dela contra a estante. Ela o abracava puxando o corpo dele, sentindo um calor percorrer as veias.

Ofegante, ela quebrou o beijo.

- Hey...

Ele deslizava os labios pelo pescoco dela e voltava a mordiscar a orelha dela. Kate colocou as maos por baixo da camisa dele sentindo a pele quente. Derek gemeu com o toque.

- Kate nao podemos...aqui nao...

Ela enfiou a mao nas calcas dele para provoca-lo. Isso aticou ainda mais o desejo de toca-la.

- Sim aqui...agora...

Ele se livrou da blusa do uniforme expondo o sutien branco. Com urgencia, ele se livrou da peca e Kate gemeu ao sentir a boca dele nos seus seios. Apoiou-se num armario e colocou as pernas ao redor da cintura de Derek. Ele retirou a parte de baixo do uniforme e baixou a propria calca.

Kate voltou a gemer quando ele a penetrou com dois dedos. Devagar ele a excitava a cada movimento. Com carinho, sugava os seios dela. Ela ja estava a beira da loucura e nao aguentaria muito tempo mais.

- Derek...quero voce...

Ele entao a penetrou de uma vez. Kate sentiu o desejo se esvair pelos poros. Em movimentos rapidos, o tesao tomava conta dos dois e finalmente eles chegaram ao apice.

Alguns minutos se passaram ate que Kate sorrindo beijou os labios dele mais uma vez.

- Voce e meio maluquinha nao?

- Ah, nao...eu so nao consegui resistir a esse olhar de cachorrinho pidao...

- Que horas voce larga?

- So de manha. As 7hs. Porque?

- Porque podiamos fazer isso direito, como eu tinha imaginado a 1a vez.

- Voce nao gostou?


- Adorei mas quero mais tempo pra conhecer voce, seu corpo, o que voce gosta...quer vir ao meu trailer de manha?

- Trailer? Voce mora num trailer?

- Moro porque? Algum problema?

- Nao...ela ria - so e diferente! Me da o endereco.

- Venho te pegar.

Ele ajeitou a roupa e Kate fez o mesmo. Arrumou os cabelos.


Quando Derek girou a macaneta, Kate jogou o corpo sobre ele e tascou mais um beijo intenso nele. Antes que ele quisesse recomecar a brincadeira, ela saiu rindo.

Derek sorria sozinho. Ele realmente gostou do que aconteceu.




CONTINUA...

As Palavras que Nunca Te Direi - Cap 23

Capitulo 23


Jack nada disse. Chris pegou nas suas chaves que estavam em cima da mesa, sabendo que devia partir.


- Vocês dois têm muito que falar, por isso eu vou embora. - Dirigiu-se para a porta da frente, olhando de lado para Kate. - Foi um prazer conhecê-la - murmurou ele. Mas enquanto falava, ergueu as sobrancelhas e encolheu ligeiramente os ombros, como se para lhe desejar sorte. Num instante estava lá fora, atravessando o caminho frente à casa.

- Que estás fazendo aqui? - perguntou Jack calmamente logo que ficaram sozinhos.

- Quis vir - disse ela baixinho. - Quis te ver de novo.

- Porquê?

Ela não respondeu. Em vez disso, depois de um momento de hesitação, dirigiu-se para ele sem que os seus olhos deixassem os dele. Quando chegou perto de Jack, levou os dedos aos lábios dele e abanou a cabeça para o impedir de falar.

- Shh - murmurou ela -, nada de perguntas... apenas por agora. Por favor... - Ela tentou sorrir, mas agora que podia vê-la melhor, ele sabia que ela estivera chorando.

Não havia nada que ela pudesse dizer. Não havia palavras para descrever aquilo que ela vinha passando.

Em vez disso envolveu-o nos seus braços. Relutantemente ele colocou os braços à volta dela enquanto ela encostava a cabeça nele. Ela beijou-o no pescoço e puxou-o para mais perto de si. Passando a sua mão pelo cabelo dele, aproximou a boca tentadoramente do rosto dele, depois dos seus lábios. Beijou-os suavemente a princípio, os seus lábios mal roçando contra os dele, depois beijou-o de novo, com mais fervor agora. Inconscientemente, ele começou a responder aos avanços dela. As suas mãos subiram lentamente pelas costas dela, moldando-a contra ele.

Na sala de estar, com o rugir do oceano ecoando através da casa, eles abraçaram-se com força, entregando-se aos seus desejos crescentes. Por fim Kate afastou-se, estendendo o braço para lhe pegar na mão. Tomando-a na sua, conduziu-o ao quarto.

Largando-o, ela atravessou o quarto enquanto ele esperava mesmo junto à porta.

A luz da sala espalhava-se pelo quarto, projetando sombras nas paredes. Hesitando apenas ligeiramente antes de o encarar de novo, ela começou a despir-se. Jack fez um pequeno gesto para fechar a porta do quarto, mas ela abanou a cabeça. Ela queria vê-lo desta vez, e queria que ele a visse. Queria que Jack soubesse que ele estava com ela e com mais ninguém.

Lentamente, muito lentamente, ela despiu a roupa. A blusa... a calça jeans... o soutien... a calcinha. Ela retirava a roupa deliberadamente, os lábios ligeiramente abertos, os seus olhos nunca largando os dele. Quando finalmente nua, pôs-se à frente dele, deixando que o olhar dele lhe percorresse o corpo.

Por fim ela aproximou-se. Passou as mãos pelo seu corpo - o peito, os ombros, os braços - tocando suavemente, como se quisesse lembrar da sensação de tocar-lo para sempre. Recuando um passo para permitir que ele se despisse, ela observou-o, os seus olhos registando tudo à medida que as roupas caíam no chão. Colocando-se a seu lado, ela beijou-lhe os ombros, depois deu a volta lentamente ao seu corpo, a sua boca contra a pele dele e a umidade da sua pele permanecendo onde ela o tocava. Em seguida, levando-o para a cama, ela deitou-se, puxando-o com ela.

Fizeram amor intensamente, agarrando-se desesperadamente um ao outro. O fervor que sentiam era diferente daquele que alguma vez haviam sentido quando tinham feito amor antes - cada um dolorosamente consciente do prazer do outro, cada toque mais eletrizante do que o último. Como se temendo o que o futuro lhes traria, veneravam os corpos um do outro com uma intensidade determinada que marcava as suas memórias para sempre. Quando finalmente atingiram juntos o orgasmo, Kate atirou a cabeça para trás e gritou, não tentando abafar o som.

Depois sentou-se na cama, embalando a cabeça de Jack no seu colo. Ela passava as mãos pelo cabelo dele, ritmadamente, constantemente, escutando o som da respiração dele a aprofundar-se gradualmente.

Algum tempo depois, à tarde, Jack acordou sozinho. Reparando que as roupas de Kate também tinham desaparecido, pegou o jeans e a sua camisa. Ainda abotoava a camisa quando saía do quarto, procurou-a rapidamente por toda a casa.

A casa estava fria.

Encontrou-a na cozinha. Ela estava sentada à mesa, de casaco vestido. Em cima da mesa à frente dela, ele viu uma caneca de café, quase vazia, como se ela estivesse sentada ali há algum tempo. Olhando para o relógio, percebeu que tinha dormido durante duas horas.

- Olá - disse ele, hesitante.

Kate olhou para ele por cima do ombro. A sua voz era submissa.

- Oh, olá... não te ouvi levantar.

- Estás bem?

Ela não respondeu diretamente.

- Vem sentar comigo - disse ela. - Há muita coisa que tenho pra te contar.

Jack sentou-se à mesa. Sorriu hesitantemente para ela. Kate mexeu nervosamente na caneca do café durante um momento com o olhar cabisbaixo. Ele estendeu o braço, afastando uma madeixa de cabelo solto do lado do rosto dela. Como ela não reagiu, ele retirou a mão.

Por fim, sem olhar para ele, ela levou a mão ao colo e tirou de lá as cartas, colocando-as sobre a mesa. Aparentemente ela recolhera-as enquanto ele dormia.

- Encontrei a garrafa quando fazia jogging no verão passado - começou ela, a sua voz firme mas distante, como se a recordar de algo doloroso. - Não tinha qualquer ideia sobre o que estaria escrito na carta lá dentro, mas depois de a ler, comecei a chorar. Era simplesmente tão bonita. Eu sabia que tinha vindo diretamente do teu coração, e a maneira como estava escrita... Acho que senti uma afinidade com as coisas que tinhas escrito porque me sentia muito sozinha também. - Ela olhou para ele. - Naquela manhã, mostrei-a a Penny. A ideia de publicá-la foi dela. Eu a princípio não queria... Pensei que era muito pessoal, mas ela não via nada de errado nisso. Pensou que seria uma coisa bonita para as pessoas lerem. Foi por isso que eu cedi, presumindo que isso seria o fim da história. Mas não foi. - Ela suspirou.


- Quando regressei a Chicago, recebi um telefonema de alguém que lera a coluna. Essa pessoa enviou-me a segunda carta, que encontrara havia alguns anos. Depois de a ler, fiquei intrigada, mas mais uma vez, não pensei que a coisa fosse tão longe. - Ela fez uma pausa. - já ouviste falar da revista Yankee?

- Não.

- É uma revista regional. Não é muito conhecida fora da Nova Inglaterra, mas publica algumas boas histórias. Foi aí que encontrei a terceira carta.

Jack olhou para ela surpreendido.

- Foi publicada aí?

- Sim, foi. Eu descobri o autor do artigo e ele enviou-me a terceira carta, e... bem, a curiosidade tomou conta de mim. Tinha três cartas, Jack - não apenas uma, mas três - e cada uma delas comoveu-me da mesma maneira que a primeira. Então, com a ajuda de Penny, descobri quem tu eras e vim pra cá te conhecer. - Ela sorriu tristemente. - Eu sei que parece como tu disseste que foi uma espécie de fantasia, mas não foi. Eu não vim cá para me apaixonar por ti. Não vim para escrever uma cronica. Vim para ver quem tu eras, mais nada. Queria conhecer a pessoa que tinha escrito aquelas cartas tão bonitas. Então fui até às docas e voce estava lá. Conversamos, e depois, se te lembras, me convidaste para passear de barco. Se não o tivesses feito, eu provavelmente teria voltado naquele dia.

Ele não sabia o que dizer. Kate estendeu o braço e colocou a sua mão com cuidado sobre a dele.

- Mas sabes o que mais? Me diverti bastante naquela noite, e eu percebi que queria te ver de novo. Não por causa das cartas, mas por causa da maneira como me trataste. E tudo pareceu progredir naturalmente a partir de então. Depois daquele primeiro encontro, nada do que aconteceu entre nós era parte de um plano. Aconteceu apenas.

Ele ficou em silêncio durante um momento, olhando para as cartas.

- Porque não me contaste nada sobre as cartas? - perguntou ele.

Ela levou o seu tempo a responder.

- Houve momentos em que quis fazê-lo, mas... não sei... suponho que me convenci de que não importava a maneira como nos havíamos conhecido. A única coisa que importava era o fato de estarmos tão bem. - Ela fez uma pausa, sabendo que havia mais. - Além disso, achei que não ias compreender. Não queria te perder.

Involuntariamente, as lagrimas rolavam pelo rosto dela.

- Se tivesses me contado mais cedo, eu teria compreendido.

Ela observou-o com atenção quando ele respondeu.

- Terias, Jack? Terias realmente compreendido?

Jack sabia que aquele era o momento da verdade. Como ele não respondeu, Kate abanou a cabeça e desviou o olhar.

- Ontem à noite, quando me pediste para mudar, não disse logo que sim porque estava com medo da razão porque tinhas pedido. Queria ter certeza de que tinhas feito o pedido por causa de nós, e não porque estivesses fugindo de alguma coisa. Acho que queria que tu me convencesses quando voltasse da loja. Mas em vez disso tinhas encontrado estas... - Ela encolheu os ombros, falando mais baixo agora. - Lá no fundo, imagino que sempre soube, mas queria acreditar que as coisas se resolvessem por si.

- De que estás falando?

Ela não respondeu diretamente.

- Jack, não é que eu pense que tu não me amas, porque eu sei que me amas. É isso que torna tudo isto tão difícil. Eu sei que me amas, e eu te amo também. E se as circunstâncias fossem diferentes, talvez pudéssemos ultrapassar tudo isto. Mas neste momento, acho que não podemos. Não acho que estejas pronto ainda.

Jack sentiu como se tivesse levado um murro no estômago. Ela olhou diretamente para ele, fitando-o nos olhos.

- Não sou cega, Jack. Eu sabia porque é que ficavas tão silencioso quando não estávamos juntos. Sabia porque que tu querias que eu me mudasse para aqui.

- Era porque sentia a tua falta - interpôs ele.

- Isso era parte da razão... mas não toda - disse Kate, fazendo uma pausa e pestanejando para reter as lágrimas. A sua voz começou a falhar. - É também por causa de Sarah.

Ela limpou rapidamente o canto do olho, lutando claramente contra as lágrimas, determinada a não deixar-se ir abaixo.

- Quando me falaste dela pela primeira vez, reparei na tua expressão... era óbvio que ainda a amavas. E ontem à noite - apesar da tua raiva - reparei na mesma expressão de novo. Mesmo depois de todo o tempo que passámos juntos, ainda não a esqueceste. E depois... as coisas que disseste... - Ela respirou fundo, irregularmente. - Não ficaste zangado simplesmente porque eu encontrei as cartas, ficaste zangado porque sentiste que eu ameaçava aquilo que tu e Sarah partilhavam, e ainda partilham.

Jack desviou o olhar, ouvindo o eco da acusação do seu pai. Mais uma vez ela estendeu o braço e tocou-lhe a mão.

- Tu és o que és, Jack. És um homem que ama profundamente, mas és também um homem que ama para sempre. Por mais que me ames, não acho que sejas capaz de alguma vez esquecê-la, e eu não posso viver a minha vida sempre a interrogar-me se estou à altura dela.

- Nós podemos tentar mudar isso - começou ele roucamente. - Quer dizer... eu posso tentar mudar isso. Eu sei que as coisas podem ser diferentes...

Kate interrompeu-o com um breve aperto na mão.

- Eu sei que acreditas nisso, e parte de mim também querer acreditar nisso. Se pusesses os teus braços à minha volta agora e implorasses para eu ficar, tenho certeza de que ficaria, porque acrescentaste algo à minha vida de que eu estava necessitada há muito tempo. E continuaríamos a viver tal como temos feito até aqui, ambos acreditando que tudo estaria bem... Mas não estaria, não vês? Porque da próxima vez que tivéssemos uma discussão... - Ela parou.


- Eu não posso competir com ela. E por mais que eu queira que a nossa relação continue, não posso deixar que isso aconteça, porque tu não deixas.

- Mas eu te amo.

Ela sorriu ternamente. Largando-lhe a mão, estendeu o braço e acariciou suavemente a face.

- Eu também te amo, Jack. Mas às vezes o amor não é suficiente.

Jack ficou calado quando ela terminou, o seu rosto estava pálido. No longo silêncio entre eles, Kate começou a chorar.

Inclinando-se para ela, ele pôs o braço à sua volta e abraçou-a, os braços fracos. Encostou a face contra o cabelo dela enquanto ela escondia o rosto no peito dele, com o corpo a estremecer enquanto chorava. Passou-se bastante tempo até Kate limpar a face e afastar-se dele. Olharam um para o outro e os olhos de Jack faziam um apelo mudo. Ela abanou a cabeça.

- Não posso ficar, Jack. Por mais que ambos queiramos que eu fique, não posso.

As palavras atingiram-no duramente. Jack sentiu subitamente a cabeça rodar.

- Não... - disse ele, quase a chorar.

Kate levantou-se, sabendo que tinha de partir antes que perdesse a coragem. Lá fora os trovões soavam estrondosamente. Segundos mais tarde, uma chuva leve e nublada começou a cair.

- Tenho que ir.

Pôs a bolsa no ombro e começou a dirigir-se para a porta da frente. Por um momento, Jack ficou muito desorientado para se mexer.

Por fim, aturdido, levantou-se e seguiu-a porta fora, agora com a chuva a cair regularmente. O carro alugado estava estacionado na entrada. Jack viu-a a abrir a porta, não conseguindo pensar em nada que pudesse dizer.

Sentada no lugar do motorista ela atrapalhou-se com as chaves durante um momento, por causa das lagrimas. Forçou um sorriso fraco quando fechou a porta. Apesar da chuva, desceu a janela para o ver melhor. Dando a volta à chave, sentiu o motor ganhar vida, frouxamente. Olharam um para o outro enquanto o carro aquecia.

A expressão dele ao olhar para ela quebrou-lhe todas as defesas, e tornou a sua resolução frágil. Durante apenas um instante ela quis voltar atrás. Queria dizer que aquilo que lhe dissera não era sério, que ela ainda o amava, que não deviam acabar daquela maneira. Seria fácil fazer isso, e pareceria tão certo...

Mas por mais que ela quisesse, não conseguiu obrigar-se a dizer as palavras.

Ele deu um passo em direção ao carro. Kate abanou a cabeça para o deter. Aquilo já era suficientemente doloroso.

- Vou sentir saudades , Jack - disse ela baixinho, sem ter certeza se ele podia sequer ouvir. Ela deu marcha re.

A chuva começou a cair com mais força: os pingos grossos e frios de uma tempestade de Inverno.

Jack permaneceu onde estava, paralisado.

- Por favor - disse ele roucamente, - não vá embora. - A sua voz era baixa, quase obscurecida pelo som da chuva.

Ela não respondeu.

Sabendo que começaria a chorar de novo se permanecesse mais tempo, ela fechou a janela.


Olhando por cima do ombro, começou a sair da entrada em marcha re. Jack pôs a sua mão sobre o capô quando o carro se começou a mover, e os seus dedos escorregavam ao longo da superfície molhada à medida que ele se afastava. Num instante o carro estava na rua, pronto para partir, o pára-brisas agitando-se de um lado para para o outro.

Com uma urgência súbita, Jack sentiu a sua última oportunidade sumir.

- Kate - gritou ele -, espera!

Com a chuva a cair com regularidade, ela não o ouviu. O carro já estava na rua. Jack correu até à rua, acenando com os braços para chamar a atenção. Ela pareceu não reparar.

- Kate! - gritou de novo. Ele estava agora no meio da estrada, correndo atrás do carro, os seus pés chapinhando através das poças que já tinham começado a formar-se. As luzes dos trovões piscaram durante um instante, depois mantiveram-se acesas quando o carro parou. A chuva e o nevoeiro redemoinhavam à sua volta, fazendo-o parecer uma miragem. Jack sabia que ela o vira no espelho retrovisor, se aproximar. Ainda havia uma oportunidade...

As luzes dos trovões subitamente apagaram-se e o carro avançou de novo, ganhando velocidade, acelerando mais depressa desta vez. Jack continuou a correr atrás do carro, perseguindo-o ao longo da rua. Os seus pulmões ardiam, mas continuou, competindo com uma sensação de futilidade. A chuva começou a cair em cascata, pingos de tempestade, encharcando-lhe a camisa e tornando difícil a sua visão.

Finalmente abrandou o passo, depois parou. O ar estava denso da chuva, e ele respirava com dificuldade. A camisa colada à pele, o cabelo tapava-lhe os olhos. Enquanto a chuva caía à sua volta, ele permanecia no meio da estrada, vendo o carro virar a esquina e a desaparecer de vista.
Mesmo assim não se mexeu. Ficou no meio da estrada durante muito tempo, tentando recuperar o fôlego, esperando que ela desse meia volta e voltasse para ele, desejando que não a tivesse deixado partir. Desejando mais uma oportunidade.

Ela tinha desaparecido.

Finalmente, algo o atingiu. Pela primeira vez, Jack percebera que nunca se sentira tão só.


No avião, Kate estava sentada com a sua bolsa ao colo. Tinha sido um dos últimos passageiros a embarcar, entrando para o avião apenas alguns minutos antes da partida.

Olhando através da janela, observava a chuva.

Estava anoitecendo e restavam apenas alguns minutos de uma luz cinzenta-pálida. As comissarias de bordo fizeram as suas últimas travessias pela cabine, certificando-se de que estava tudo em ordem, depois dirigiram-se para os seus lugares. As luzes da cabine piscaram e o avião começou a sua lenta marcha, afastando-se do terminal, virando na direção da pista.

O avião parou paralelamente ao terminal, esperando a autorização para a decolagem.

Distraidamente ela olhou para o terminal. Do canto do olho, viu uma figura solitária junto à janela do terminal, as mãos pressionadas contra o vidro.

Olhou com mais atenção. Seria possível?

Não podia dizer ao certo. As janelas esfumacadas do terminal, alem da chuva torrencial, obscureciam a sua visão. Se ele não estivesse tão perto do vidro, ela nem sequer teria reparado nele.

Kate continuou a olhar para a figura, sentindo a respiração presa na garganta.

Quem quer que fosse não se mexia.

Os motores rugiram. Ela sabia que restavam apenas alguns minutos. O portão ia ficando cada vez mais para trás à medida que o avião ia ganhando velocidade gradualmente.

Para a frente... em direção à pista... para longe de Wilmington...

Ela voltou a cabeça, esforçando-se por uma última olhada, mas era impossível dizer se a pessoa ainda lá estava.

Enquanto o avião rodava na pista para a posição final, ela continuava a olhar para a janela, perguntando a si mesma se o que ela vira tinha sido real ou se o tinha imaginado. O avião virou bruscamente, girando e por fim decolou.Espreitando por entre as lágrimas, Kate viu surgir Wilmington.


Da sua janela tudo o que podia ver agora era o oceano, o mesmo oceano que os juntara.

Ela pôs a mão contra o vidro e tocou-o suavemente, imaginando o tato da mão dele mais uma vez.

- Adeus - murmurou ela.

Silenciosamente começou a chorar.



CONTINUA...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

VP Release - USA

Olha, tem certos momentos que adoraria morar nos USA.


Imaginem que dia 01/07 ou seja a 2 dias atrás foi o lançamento de Vantage Point em DVD para os americanos...

Arffff q inveja!!!


Nesse período de hiatus, a atividade dessa Jate e procurar qualquer noticia que esteja relacionada ao nosso herói preferido e seu fantástico ator.


Matt tem sido ridicularmente injusticado nos últimos anos. Ele deveria ter sido indicado pelas suas atuacoes na 3a e 4a temp... infelizmente, nem todos conseguem enxergar o que e BOM!!!


Bem, fica ai a dica e para nos brasileiros a vontade de ter esse DVD... quando chega ao Brasil?






A venda na Amazon.com



SDS!!!! (SO DEUS SABE!)




Bjks! =)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Change is Good ! Seriously?! - Cap. 4

Capitulo 4
Dia Seguinte


Izzie monitorou o bebe de Melissa durante toda a noite. Quando Juliet chegou ao hospital entregou o resultado da ultima ultrasom.

- Como ela passou a noite?

- Bem, mas acho que o bebe esta em perigo de acordo com o ultimo exame.

- Quem me bipou?

- Dra. Hahn, eu preciso de uma consulta. De uma olhada nesses ultrasons por favor. A mae esta bem mas acredito que o bebe tem um problema cardiaco congenito.

Hahn examinou a ficha e os exames. Juliet tinha razao. O bebe precisa de cirurgia o quanto antes.

- Posso ver a mae?

- Claro. Dra. Stevens acompanhe a Dra. Hahn ate o quarto de Melissa enquanto vou checar outra paciente de pos-operatorio. Ja volto.



Meredith estava no patio do hospital aguardando uma ambulancia com um trauma. De repente, ela e surpreendida por Derek chegando para trabalhar. Ao seu lado estava Kate. Eles se cumprimentaram com sorrisos e de maos dadas caminhavam rumo ao hospital.

Ao ve-la, Kate instintivamente soltou a mao dele. A historia dos dois ainda mexia com ela. Derek porem voltou a entrelacar sua mao na de Kate.

Meredith suspirou. A ambulancia finalmente chegara.

- Good morning, Dra. Grey.

- Good morning...

Ela engoliu em seco. Sacudiu a cabeca e correu para socorrer o trauma.

Ao entrar no hospital, Kate deteve Derek.

- Derek, voce viu como ela reagiu?

- Kate, eu nao quero que voce fique insegura. Eu segui em frente, eu quero continuar e escolhi voce. Eu sei que nao sera facil mas por favor, eu estou sendo sincero. Se voce nao quiser tentar, tudo bem eu vou entender mas...

- Shhh , ok eu ja entendi. Desculpe. Eu quero sim ficar com voce. Tenho que ir, te vejo por ai.


Apos dar a noticia a sua paciente, Juliet pediu a Izzie para reservar uma OR para daqui a uma hora.

- Nao sera um procedimento simples. Temos que ter muito cuidado com o bebe. Juliet salientava.

- Dra. Stevens, encontre a Yang precisaremos de toda a ajuda que pudermos nessa cirurgia.

- Tem certeza que quer a Cristina?

- Dra. Stevens sim, ela e a melhor para essa cirurgia.

Erica virou-se entao para Juliet.

- Eu sei, nao se preocupe Dra. Burke.


Juliet sentiu uma pontada de ironia nesse comentario.

- Pode me chamar de Juliet.

- Ok, entao e melhor assim.

- Algum problema Dra. Hahn?

- Erica. Nao e que, seu sobrenome. Burke. Eu odeio.

- O que?

- Meu rival. Preston Burke.

- Ah, o famoso cirurgiao que esta concorrrendo a um Harper Avery? Dizem que e muito bom. Antes que pergunte, ele nao e meu parente e nao o conheco.

- Desculpe Juliet, nao tem nada a ver com voce. Esqueca ok? Vamos nos concentrar no nosso rapazinho.

Erica sorriu. Juliet gostou da sinceridade dela e pela primeira vez sentiu que poderia encontrar amigas naquele hospital.

Mais tarde na sala de cirurgia, o trabalho das medicas realmente fora exemplar. Juliet removera o feto e Izzie mantivera o mesmo estavel enquanto Hahn trabalhava no coracao dele assistida por Cristina que nao podia sequer pensar em deixar o bebe sem oxigenio. Duas horas de cirurgia e o bebe estava fora de perigo.

Juliet dera as ultimas instrucoes para Cristina que ficaria responsavel pelo pos-operatorio ja que Izzie estava a 48hs de plantao.

Antes de voltar para o PS, Hahn falou:

- Olha Juliet, eu sou nova aqui tambem, ainda nao me adaptei totalmente entao o que voce acha de me acompanhar hoje a noite no Joe's ?

- Excelente! Te vejo mais tarde.


Meredith invade o consultorio da terapeuta.

- Meredith, nossa proxima sessao e somente amanha.

- Eu preciso falar.

- Finalmente! Sente-se.

- Eu nao sei por onde comecar....

- Que tal do comeco?

Meredith se recostou no sofa. Respirou fundo.

- Ok, meu lado dark comeca justamente quando meu pai saiu de casa...

Assim Meredith contou sua historia, ou melhor parte dela durante uma hora. A terapeuta nada dizia, apenas concordava ou fazia anotacoes.

- E entao?

- Por hoje e so. Espero voce amanha.

- E so isso? Voce nao vai dizer nada?

- Nao ainda... voce tem muito a falar,,,

Meredith saiu indignada batendo a porta.


Bar do Joe's
8 pm

Erica e Juliet estavam bebendo e conversando alegremente. Parecia que finalmente Juliet comecara a se enturmar no novo local de trabalho.

Erica gostou do estilo de Juliet desde o primeiro dia que a viu. A amizade poderia ser o primeiro passo.

A um canto, Derek e Kate estavam namorando. Entre caricias e beijos, eles sorriam e bebiam. Como todo comeco de relacionamento, havia muito por descobrir.

- Voce e de Nova York? Porque saiu de la? Nossa eu amo aquela cidade!

- Eu ja te contei porque...

- Ah, verdade. Mas voce nao pensa em voltar para la?

- Talvez mas nao agora. E voce?

- Sou do sul, Georgia mas fiz faculdade em Dartmouth e hoje curso a Seattle University. Vim pra ca por causa do emprego, eu nao me apego muito a lugares, gosto de mudar. Moro sozinha e ao contrario do que voce pensa, Derek, eu sou bem complicada.

- Nao brinca!

- Seriously! Nao me rendo facil, sou teimosa e briguenta.

- Ah, duvido! Voce e meiga, alegre...

Ele passou a mao pelo rosto dela.

- E porque voce so esta conhecendo o lado facil, estou avisando agora para depois voce nao achar que te enganei.

Ela entao voltou a beija-lo. O clima esquentou entre eles e Kate sentiu o desejo subir pelo corpo a aticando. A mao de Derek percorria o corpo dela intensificando o contato. Ela ainda nao queria ceder. Rapidamente quebrou o beijo buscando por ar.

- Derek, please...

- O que foi?

- Eu preciso ir....

- Ja? Entao vou com voce, te acompanho ate em casa.

O sorriso cinico ja demonstrava tudo que ele queria.

- Nao, estou muito cansada e ja devia estar em casa! Entro as 3 da manha hoje.

Ela deu um selinho rapido nele e foi saindo do bar.


Mark que dancava com uma enfermeira observou a cena. Pedindo licenca foi ate o amigo.

- Parece que nao foi so eu que levou um fora. E impressao minha ou a Kate gosta de fugir depois de aticar os homens?

- Mark...

- Olha, na boa, acho que voce arranjou outra historia complicada. Seis por meia duzia?

Derek olhou atravessado para o amigo e saiu. No fundo, ele gostaria de ter um relacionamento mais estavel, ainda acreditava que Kate poderia lhe dar isso, precisava dar tempo a ela.




CONTINUA...